quinta-feira, 8 de outubro de 2026

leitura

A leitura favorece que o indivíduo estruture a interpretação da realidade. A respeito do Maranhão, o que é mais correto de afirmar: que o maranhense é mais comedor de arroz ou mais comedor de farinha? (Essa pergunta remete de certa forma ao antropólogo Nina Rodrigues que pretendia pesquisar a farinha de mandioca e por ser comida de pobre a elite maranhense tocou ele pra fora). Antes de tentar responder, é bom ter em mente que os maranhenses do litoral são mais afeitos ao arroz enquanto que os maranhenses dos interiores são mais afeitos a farinha. Diz se isso por uma questão lógica: o arroz e uma cultura exotica que veio pelo mar e a farinha vinha sendo trabalhada há séculos pelos indígenas no Cerrado e na Amazônia. E claro que existem zonas de intersecção entre uma cultura e outra. No prato, uma cultura não exclui a outra. Elas interagem. Com relação ao eucalipto e a soja, a história e bem diferente. Essas duas culturas expulsam culturas alimentares tradicionais. A Aço verde Brasil, que produz carvão vegetal a partir das monocultura do eucalipto, denunciou a comunidade tradicional de Formiga, município de Anapurus porque os moradores faziam suas roças de mandioca.. A AVB alegava que os moradores da formiga haviam invadido suas propriedades. Comparem quarenta cinquenta mil hectares de plantios da AVB com 600 hectares que os moradores da Formiga lutam para conquistar. Quem invadiu o que no Baixo Parnaíba para conseguir seus objetivos? A alimentação e um direito natural de o ser humano e o plantio de monoculturas e um direito das grandes empresas lucrarem.

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