quinta-feira, 8 de outubro de 2026
enceguado
A palavra "enceguerado" não era estranha aos seus ouvidos. Escutara de outras vezes. Não soara apaixonante. Porém, em dias atuais se apaixonaria pela palavra. O apaixonar se por uma palavra desemboca num texto. O seu Silva, pequeno proprietário do povoado Cabeceira do Magu, município de Santana, assim que viu a nascente principal do rio Magu, entrou dentro da água, molhando as pernas. Ele plantava mudas de mirim, ingaia e ipê junto com o Fórum Carajás e a ong Amigos do rio Magu. Em anos anteriores, o rio Magu secara e uma das razões foi as queimadas na Chapada. A outra razão foi o desmatamento das Chapadas pelos plantadores de soja entre Santana e Santa Quitéria. Seu Silva, ao lado de Mayron Regis, presidente do fórum carajás, externalizou um sentimento inundavel de sua infância : " eu devia ter uns dez anos e andava com meu pai. Estava "enceguerado" pelo gado. Nesses tempos havia tanta água na chapada que o gado tinha que dar a volta porque não atravessava". Como não se apaixonar pela palavra "enceguerado" na expressividade do seu Silva?
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