terça-feira, 10 de julho de 2018

o caminho não e unico

O caminho não é único e nem uniforme. Ele se deforma e deforma o em volta. O começo e o fim roçam o que sobrou do gostar da Chapada. A Chapada ditava a sua narrativa em voz alta para quem quisesse ouvir. As pessoas entraram mudas e saíram caladas dos desmatamentos praticados por plantadores de soja nas Chapadas de Brejo e Milagres. Os quatro anos que se passaram entre a compra da terra e o desmatamento da Chapada não provam a inteligência ou a superioridade numérica do plantador de soja em relação a comunidade que lhe vendeu a terra. Pelo contrário, prova que, no caso do Baixo Parnaíba, o que é um negócio certo para um determinado grupo, para a maioria é um negocio duvidoso.
Mayron Regis

RIO PRETO E OS BALAIOS



O Rio Preto – ou “Rio dos Pretos” – como era chamado antigamente, nasce numa região de brejos e chapadas na localidade de “Saquinho” no município de Buriti de Inácia Vaz – no meio do Baixo Parnaíba, servindo de divisa entre os municípios de AnapurusMata Roma e Chapadinha... Desaguando no Rio Munim. Lugar esse que abrigou os valentes Balaios liderados por Negro Cosme e Raimundo Gomes. O Rio Preto foi muito importante no processo da construção de esconderijos e extralegais militares dos insurretos que viviam fugindo das perseguições das forças legalistas do exército imperial. Possivelmente no inicio de tudo, este rio tenha sido descoberto pelos Índios Anapurus, da Tribo e tronco Tupi, sendo estes os primeiros habitantes da desta região. Segundo alguns historiadores, os índios Anapurus eram nômades, chegaram a ocupar terras litorâneas e do interior do nordeste e meio norte, mas em razão do choque cultural com os colonos europeus, se dividiam em pequenos grupos que procuraram migrar para várias regiões além do litoral marítimo. Baseados nesses fatos, todos os historiadores acreditam que os habitantes primitivos da cidade de Chapadinha por exemplo devem ser os índios Anapurus e seus descendentes da Tribo Tupi. Em face da topografia plana e da cor das mulheres primitivas que habitavam o local, daí o povoado era conhecido como “Chapada das mulatas”. O Rio Preto que tem águas barrentas e não escuras como o Rio Mocambo de Urbano Santos, foi batizado com esse nome por causa da presença de quilombos em suas margens na época da Balaiada, como por exemplo o “Quilombo de Lagoa Amarela” liderados por Negro Cosme e o “Quilombo de Bom Sucesso dos Pretos”,  entre Mata Roma e Urbano Santos – que é uma “Terra de Preto”. Sua água é apropriada para matar a sede do gado, acreditando ser nutritiva para as reses se desenvolverem, diferente de outras águas – fato esse que se configura na presença de muitas fazendas no decorrer das formações dos Povoados. As comunidades tradicionais usufruem das águas do Rio Preto também para pescar; plantam culturas básicas da agricultura familiar nas baixas após a passagem do inverno. Ao longo de seu percurso as encostas laterais são cobertas de matas rasteiras e arvores todas, morros e vales – apropriados para a criação de bodes (cabras) e outros animais que serve como fonte de renda e alimentação para as comunidades rurais. Um município do Território do Baixo Parnaíba recebeu o nome em homenagem ao rio que corta a cidade: “São Benedito do Rio Preto”.

José Antonio Basto




terça-feira, 29 de maio de 2018

O ano era 1996



Em 1996, a câmara de vereadores aprovou projeto de lei do então prefeito Léo Costa que proibia o desmatamento da vegetação do Cerrado com vistas a produção de carvão vegetal e proibia o plantio de soja e de eucalipto em seu território. O município de Barreirinhas se antecipou a uma dinâmica econômico social que se prefigurava em outros municípios do baixo Parnaíba maranhense tais como Anapurus e Brejo. A entrada da soja como atividade econômica e a inevitável substituição de setores da agricultura tradicional. No final dos anos 90, desmatava se pouco pois a presença dos plantadores de soja ainda era pequena e também por conta da baixa demanda de ferro gusa que precisa de carvão vegetal. Nessa época os acessos as Chapadas eram complicados tanto para quem desmatava como para quem morava nos Baixoes

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Ibama multa multinacionais do agronegócio por comprar soja de plantio ilegal Leia mais: https://oglobo.globo.com/economia/ibama-multa-multinacionais-do-agronegocio-por-comprar-soja-de-plantio-ilegal

IO - Operação do Ibama em parceria com o Ministério Público Federal para coibir desmatamento ilegal no Cerrado identificou 78 pessoas e empresas que plantavam, comercializavam ou financiavam soja cultivada em áreas embargadas nos estados de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Conhecida como Matopiba, a região é considerada a nova fronteira agrícola. Entre as empresas autuadas estão gigantes do agronegócio, como Cargill e Bunge. Ao todo, foram aplicados R$ 105,7 milhões em multas.
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Esta foi a segunda fase da Operação Shoyo, iniciada em abril — a primeira fase ocorreu em 2016. A partir do cruzamento de dados geoespaciais, foram identificadas áreas que já haviam sido alvo de desmatamento no passado e que haviam sido embargadas pelo Ibama, justamente para permitir que a vegetação se regenerasse. As empresas e produtores autuados descumpriram esse embargo.
Entre eles estão cinco tradings, que foram multadas em R$ 24,6 milhões por adquirir 49.205 sacas de 60 kg de soja produzidas nessas áreas. Durante a investigação foi constatado que a compra antecipada de grãos financiou a atividade ilegal. Entre as tradings estão Cargill e Bunge. A primeira, multada em R$ 5 milhões, é acusada de comprar dez mil sacas. A segunda é acusada de aquirir 3.741 sacas e foi multada em R$ 1,8 milhão.
BUNGE: COMPRA DE GRÃOS É REGULAR
A Bunge disse em nota que “apresentou sua defesa, na qual estão comprovadas as boas práticas da empresa na aquisição de grãos, baseadas nas diversas consultas às bases de dados públicas relativas a áreas embargadas, o que atesta a regularidade da compra alvo da autuação”. A empresa disse ainda que repeita a legislaçãoe que apoia iniciativas do Ibama, como a Moratória da Soja (que limita o plantio de soja na Amazônia Legal). Já a Cargill informa que, até o presente momento, não recebeu notificação do Ibama relacionada à irregularidades na compra de soja na região do Maranhão. A empresa reforça que irá apurar os fatos e prestar os esclarecimentos necessários quando tiver acesso às informações da referida autuação.
O Ibama disponibiliza em seu site uma lista de embargos ambientais, que aponta áreas proibidas para produção. O comércio de produtos rurais procedentes dessas áreas é considerado crime. Na Amazônia Legal, a lista pública de autuações e embargos é usada por integrantes da cadeia produtiva da soja em análises de risco para a concessão de créditos rurais, o que gera compromissos econômicos voluntários em favor do controle do desmatamento.
— O desmatamento ilegal no Cerrado é mais acelerado no Matopiba do que em outras regiões do bioma, o que exige o aprimoramento das estratégias de controle para garantir que a dissuasão atinja todos os elos ilegais na cadeia produtiva — diz o coordenador-geral de Fiscalização Ambiental do Ibama, Renê Luiz de Oliveira.
Foram apreendidas até o momento 84.024 sacas de grãos durante a operação, o que corresponde a 5.041toneladas. Além das medidas aplicadas pelo Ibama, o MPF irá propor ação civil pública para que os infratores reparem todos os danos ambientais causados pela atividade ilegal.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

o crime de hoje

Estranham se indivíduos que por anos lutaram em campos ideológicos distintos quase inimigos jurados de morte e que de repente por razões inconfessáveis fazem juras de amor a luz do dia. Não se confessa um amor ao melhor quem dirá a um amigo recém descoberto ou recém chegado. Amar deveria ser inconfessável a não ser para o objeto do amor. Se a pessoa não expor os seus sentimentos e porque a dúvida a inibe. A inibição é tanta que o amor em vez de construir destrói. O tempo é uma eterna demanda. Não resta dúvida que a pessoa ama seu lugar de origem. Conseguirá levar esse sentimento por toda a vida ? Apesar do tempo ou a favor do tempo ? O amor governa com rigor absoluto. O dinheiro com rigor relativo. O crime de hoje pode não ser o de amanhã.
mayron regis

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Ministerio Publico paralisa desmatamento da SLC em Buriti

No começo dos anos 2000, a SLC comprou mais de cinquenta mil hectares de Chapada nos municipios de Mata Roma e Buriti, Baixo Parnaiba maranhense. O Nenem Mourão vendeu essas terras sem apresentar nenhum documento. a familia do Manim, no povoado Marajá, municipio de Buriti, teve que se munir de documentação para que suas terras não entrassem na negociata. O seu Luis Vittor conseguiu na justiça de Buriti a garantia de cinquenta hectares para si e para sua familia. A SLC plantou soja por varios anos, contudo depois de 2010 ela para a producao e repassa a propriedade para outra empresa que administrou a fazenda pela decada afora. Por conta do projeto da Suzano Papel e Celulose de plantar eucalipto em todo o Baixo Parnaiba para transformar em pellets, a empresa converte parte do Cerrado em Buriti em extensoes de eucalipto. esses plantios nao constavam do projeto original da Suzano papel e celulose e nem do licenciamento ambiental que seria questionado pelo Ministerio Publico Federal na Justica Federal. Como o projeto da Suzano nao foi adiante, os plantios de eucalipto em Buriti se destinam a ceramicas em Rosario. O que se sabe tambem e que a SLC pediu de volta as terras para quem sabe retomar suas atvidades no Baixo Parnaiba. quase certo que isso aconteca porque a empresa comecou a desmatar 800 hectares de Cerrado proximo ao povoado Bacaba em Buriti. Comecou o desmatamento so que teve que parar. O promotor da comarca de Buriti ao presenciar o desmatamento determinacao a paralisacao do desmatamento. com certeza a empresa nao tinha licenca.
Mayron Regis

quinta-feira, 10 de maio de 2018

a informação

A recente informação prestada pelo Iterma de que o grupo João Santos grilou mais de dez mil hectares de terra nos municípios de Buriti e Duque Bacelar não caiu feito uma bomba, mas deveria, principalmente no meio político dessas duas cidades e de outras tantas do Baixo Parnaíba onde a empresa exerceu o domínio do cenário político econômico por décadas a fio. De certa forma exerce, afinal em Coelho Neto, município a beira do rio Parnaíba, a empresa e a grande empregadora com sua fábrica de açúcar e álcool. Como nunca houve resistência ou dúvidas no tocante aos seus desígnios, era natural para a empresa concluir que vender descaradamente terras públicas griladas a plantadores de soja em Buriti (os Introvini) não traria nenhum dissabor a ela e sim aferiria lucros estonteantes aos herdeiros do grupo que disputam o espólio após a morte do patriarca.
mayron regis