quarta-feira, 10 de maio de 2017

O rio a ponte e o projeto



O rio Preguicas cobriu a ponte proxima ao povoado Boa Uniao. O rio veio sonâmbulo. Sem eira e nem beira. As fortes chuvas que cairam a partir de dezembro empurraram a sujeira causada pelos tanques de psicultura para bem longe e deram-lhe novas cores ou devolveram as suas cores originais. Os caminhos pelas Chapadas e pelos baixoes se empapucaram de tanta agua. Quase quatro meses de chuva equivaleram às chuvas dos ultimos oito anos. Os moradores de Sao Raimundo se comprometeram a cercar uma area rica em bacurizeiros assim que as chuvas amolecessem o chão da Chapafa. Deve se crer que o verao endurece o solo e que enfiar uma estaca num solo endurecido requer muita forca. No final de janeiro, Francisca ex presidente da associacao explicou que nao fora possivel erguer a cerca porque os agricultores se ocuparam das suas roças. Isso era bem cabivel, afinal agricultores lavram a terra com o intuito de produzirem alimentos para si e para seus familiates. Contudo, trato é trato. Cobrou-se um novo prazo. A associação de Sao Raimundo não podia fazer essa desfeita. Combinou-se. No mês de maio se apronta tudo, estacas e arame e fotografa o realizado para enviar ao financiador do projeto a ong holandesa XminY. Por que uma ong holandesa financiaria um pequeno projeto em Urbano Santos ? Incrivel que uma ong de um pais rico da europa financie uma comunidade negra e pobre na zona rural do Maranhão ? Muito mais incrivel é que esse aporte de recursos veio por conta de uma solicitação da propria comunidade. Caso fosse a pedido de outrem a ong não aprovaria a solicitação. Fechou-se o mes de maio como o "the end" do projeto. Desse mês não passa. Nem precisou. Antes disso, a Francisca dava conta que os agricultores pisaram firme por varios fins de semana e adiantaram o serviço.
Mayron Regis

terça-feira, 9 de maio de 2017

Safra de soja no Maranhão tem queda de 800 mil toneladas

AQUILES EMIR
A produção de soja no Maranhão, que estava estimada em 2,840 milhões de toneladas, conforme números do sexto levantamento da safra divulgado em março pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), deverá cair cerca de 800 mil toneladas, como divulgado, semana passada, na sétima estimativa do órgão, que projeta agora uma produção de 2,030 milhões de toneladas. Com esta nova estimativa, em vez de um aumento de 127,2% em relação à safra anterior, que foi de  1,250,2 milhão de toneladas, será de 62,4%.
“No Maranhão ocorreu forte decréscimo de14% na área plantada em relação à anterior, com produtividade estimada em 3.003 kg/ha, o que representa incremento de 88,9% em relação à safra passada, fortemente prejudicada pela falta de chuvas. A forte redução da área, constatada na atual pesquisa, foi mais acentuada no município de Tasso Fragoso. Estima-se que a metade das lavouras de soja já foi colhida, enquanto 24% encontram-se em maturação, 10% estão em enchimento de grãos e floração e apenas 6% ainda permanecem no estágio de desenvolvimento vegetativo”, diz o relatório da Conab.
Outra queda considerável na produção maranhense é do arroz, que estava estimada em 222,4 mil toneladas e agora está projetada em 218,8 mil, o que daria, na comparação com a safra passada, uma queda de 18,45, pois a colheita em 2016 foi de 268,3 mil. Segundo a Conab, este fenômeno vem se registrando safra após safra. “Em relação à safra 2015/16, o Maranhão deverá apresentar redução de 21,4% na área plantada. Essa diminuição é observada a cada nova safra, principalmente nas áreas de arroz em sistema de sequeiro, mas nesse levantamento detectou-se que as áreas irrigadas também devem sofrer uma redução em relação à última safra. A produtividade deve chegar a 1.535 kg/ ha, 3,8% maior em relação à safra passada devido às condições meteorológicas favoráveis para a cultura, diferentemente do ocorrido na safra anterior”, diz.
De acordo com o último levantamento da Conab, safra total de grãos no estado este ano será de 4.298,3 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 73,2% na comparação com a anterior, que foi de 2,481,7 milhões, ma a estimativa de abril aponta um volume menor que a projeção de março, que era de era 4,719,9 milhões de toneladas, o que dava uma variação positiva de  90,2% na comparação com a colheita do ano passado.
Brasil – No que diz respeito à produção nacional, a safra de grãos 2016/17 deve chegar a 227,9 milhões de toneladas, com um aumento de 22,1% ou 41,3 milhões de toneladas frente às 186,6 milhões de t da safra passada. A previsão está no 7º Levantamento da safra atual, divulgado nesta terça-feira (11) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Para a soja, a expectativa é de um crescimento de 15,4% na produção, devendo atingir 110,2 milhões de toneladas, com aumento de 14,7 milhões de t em relação à safra anterior e ampliação de 1,4% na área, que deve chegar a 33,7 milhões de hectares.
A produção nacional de arroz será 11,948,0 milhões de toneladas, ou seja,12,7% a mais que a safra anterior, quando foram colhidas 10,603,0 milhões de toneladas.
No caso do milho total, deve alcançar 91,5 milhões de toneladas (37,5% de crescimento), com 29,9 milhões de toneladas para a primeira safra e 61,6 milhões para a segunda. A área total do milho deve alcançar 17,1 milhões de hectares (ampliação de 7,3%). No total, milho e soja representam quase 90% dos grãos produzidos no país. O feijão pode chegar a 3,29 milhões de toneladas, com área total de 3,1 milhões de hectares.  Já o algodão pluma deve crescer 14,3% e chegar a 1,47 milhão de toneladas, mesmo com uma redução de 2,6% na área cultivada.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Bacabal


O Viajante atravessava as chapadas do Bacabal no Baixo Parnaíba maranhense, em direção às comunidades tradicionais das margens do Rio Preto, o rio que pede socorro! Ele parava perto do Riacho Seco nas imediações da grota da Bicuíba -, escutava o som dos pássaros... O som do vento! Ele dobrava sua velha motocicleta para as bandas da comunidade Bacabal - a vista do eucalipto e do cerrado todo verde contradizia em paradoxo a realidade de duas faces totalmente diferentes, uma com gente, animais e toda biodiversidade crescente e a outra sem gente, com veneno e agrotóxicos. Em 2013 o conflito se arrastara por lá, as chapadas foram provas da luta que se transformaram num sonho. A terra ainda está em processo de desapropriação pelo INCRA – umas 1.500 hectares e também uma sobra de terras devolutas do estado que deve ser incluída no projeto. O objetivo é distribuir a terra para as famílias de agricultores que trabalham e produzirem seus alimentos, por isso foi realizado na comunidade um seminário com assuntos relacionados a reforma agrária.
O medo ainda mora nas veredas do Bacabal e nos caminhos de Santa Rosa, a lembrança dos desacatos naquela época que tentou amedrontar os trabalhadores rurais, não conseguiu seus objetivos. A família dominante se diz dona, venderam parte da terra para interesse próprio, pois as leis mudaram de curso e quem? A legislação fundiária diz que quem “mora um ano e um dia numa determinada terra” – já tem direito a ela. A legitimação de posse de terras sempre foi uma questão polêmica desde séculos remotos e ainda nos dias de hoje continua sendo; as “práticas de lutas conceituam serviços de instrumentos para a efetivação de direito a moradia e sobretudo a produção na agricultura familiar”. A realidade agrária em nosso país nunca foi resolvida e a cada dia tem uma coisa diferente. Com essas transformações de reformas e PECs, as questões só pioraram para os homens e mulheres do campo, povos e comunidades tradicionais.
A luta de 2013 em Bacabal foi uma prova de demonstração de forças medida entre a associação de moradores e os latifundiários que se dizem donos da área. A Constituição de 1988, deixa claro sobre a função social da terra; se ela não está cumprindo sua função social, deve portanto ser ocupada e desapropriada para fins de reforma agrária.
Questões inerentes a terra tem sido tratada com atenção pelas esferas de governos, sem resolverem nada, infelizmente! Vista pelos setores capitalistas como forma de expropriação e lucros; o capitalismo no campo tenta passar por cima de tudo, inclusive das comunidades tradicionais para atingir seus objetivos econômicos. Muitas são as grandes áreas de terra em nossa região que foram tomadas e arrecadadas para o bem pessoal de empresas e grupos de latifundiários; as famílias influentes. O Baixo Parnaíba passa por uma crise de terras, as comunidades lutam pelos seus direitos sociais de acesso a terra, mas ainda falta muita informação e organização para se avançar, pois o agronegócio é muito forte e tem o apoio dos governos.
A luta do Bacabal tem se constituído para o reconhecimento de posse que tramita no INCRA, acompanhado pela FETAEMA, “Fórum Carajás” e por outros órgãos competentes, a associação aguarda respostas. As chapadas da região são grandes produtoras de bacuris e outros frutos do cerrado, apesar dos problemas socioambientais da capitação de madeira ilegal e de queimadas constantes na época do verão.
O Viajante concretizaria sua tarefa naquele dia, ele ficaria mais um tempo por lá, adentrava na aldeia Bacabal, as casas de palha ao redor do campo, sob o fundo as margens do rio, muitos animais: porcos, galinha, cabras e gado. Os moradores vivem felizes em seu lugar de origem, muitos não sabem dos seus direitos sociais, nem todos sabem ler... A maioria são analfabetos, mas são personagens de nossas histórias e projetos na luta pelo desenvolvimento social. As crianças brincam felizes debaixo do pé de jatobá – a árvore que chama a atenção de quem o visita, as crianças sonham com um mundo melhor, sem exploradores e explorados – precisam reconhecer a história de seu povo e da importância da terra. O Viajante passara alguns dias sem voltar para a cidade. Pois era tempo de arroz novo nas roças e ele foi convocado pelos camponeses para o trabalho coletivo da colheita.


José Antonio Basto

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Acampamento no Maranhão inicia colheita de 200 hectares de arroz

Cerca de 150 famílias ocupam a área desde 2014

Brasil de Fato | São Paulo (SP)
,

Uma área cultivada de 200 hectares de arroz no município de Bom Jesus das Selvas, no centro-oeste maranhense, é símbolo da resistência de 150 famílias que ocupam essa terra desde 2014.
No Acampamento Buritirana, do MST, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, a colheita do arroz já começou.
A expectativa é alcançar o volume de 7 toneladas neste ano.
A produção é livre de agrotóxicos e pode garantir o sustento das famílias acampadas por quase um ano.
Reynaldo Costa, da coordenação do MST na Região Sul do Maranhão, destaca que a boa safra é uma demonstração da fertilidade da terra.
“É a primeira vez que se planta nessa quantidade. Antes, como é uma situação de acampamento, as áreas de cultivo eram muito pequenas e nesse inverno os trabalhadores decidiram por expandir mais o tamanho da área plantada para termos uma produção suficiente para alimentar as famílias acampadas e demonstrar para a sociedade que vale a pena lutar pela terra”, disse.
Mas não é só o arroz que vai garantir a subsistência das famílias.
Milho verde, feijão, melancia, além das verduras, entre as elas, quiabo, tomate e a vinagreira, conhecida na região como cuxá, são mostra da diversidade da produção.
A área cultivada pelas famílias, no entanto, enfrenta pressões.
Após os trabalhadores ocuparem a área da Fazenda Rodominas, uma parte da terra foi arrendada pela empresa Suzano Papel e Celulose para plantação de eucalipto.
O integrante do MST explica a situações de conflito.
“Há uma situação sempre de tensão, aquela expectativa se vamos ficar aqui ou não. Se a gente vai nos ser dado o direito de terminar de colher a produção, quantos anos vamos ficar por aqui. Então a reivindicação maior é que se cumpra o mais imediato possível que se resolva a decisão de onde os trabalhadores vão ser assentados”, apontou.
Procurada pela reportagem, a Suzano Papel e Celulose disse, em nota, que uma reunião em outubro de 2016 entre trabalhadores e autoridades, como o Incra e o Ministério Público, definiu que a área onde está o acampamento deveria ser desocupada até março deste ano.
A Suzano destacou que aguarda a resolução de um processo judicial sobre o tema.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Eucalipto em TL sob um enfoque de Gênero





Meu nome é Clariana, estudo na UFMS, faço meu mestrado em geografia estudando a questão das mulheres na áreal rural da zona onde o eucalipto vem crescendo. Então vou falar um pouquinho sobre a questão de gênero nesse contexto. Agradeço o convite para participar, acredito que essa é a principal arma que temos, podermos dialogar e buscar soluções pra mudar as realidades que não queremos mais reproduzir.

Como meus amigos disseram, e também como demonstrado no relatório, existe essa enorme expansão do complexo de eucalipto, em minha cidade e nas redondezas, e ele continua crescendo, nós ainda não sabemos até quando, mas é muito preocupante pelas razões que já foram apontadas.

Alguns dos efeitos diretos dessa expansão na vida das mulheres do campo estão relacionadas às mudanças estruturais na família, pois muitas famílias têm sido expulsas das terras onde trabalhavam à medida que os fazendeiros trocam a criação de gado pelo monocultivo de eucalipto, mesmo que fossem já terras muito concentradas, mas ainda abrigavam várias famílias. E aqui é importante dizer: Mato Grosso do Sul tem a maior concentração de terras do Brasil, temos 92% da terra em propriedades privadas e latifúndios, apenas 2% é destinada à reservas indígenas, mesmo que aqui viva a segunda maior população indígena no Brasil, o que têm causado muitos conflitos e mortes dessa população, e 1% são terras de assentamentos de Reforma Agrária. Assim, com a expulsão dos camponeses das fazendas, muitas mulheres passaram também a trabalhar nas plantações de eucalipto, impossibilitadas de seguirem trabalhando com agricultura familiar. A Fibria tem 12% de mulheres contratadas, não é muito, a maioria são homens, mas a maioria dessas mulheres trabalham em posições de trabalho pesado, fazendo buracos para as mudas, plantando mudas, controlando formigas com uso de venenos. Mieceslau conversou com várias mulheres do campo que relataram a ele esses e outras dificuldades.

Também há o aumento da violência doméstica na região, que aumentou 300% nos últimos 10 anos, de acordo com dados da polícia, seguindo também esse aumento urbano que se deu pela expansão do complexo da celulose. Quanto a esses números, não podemos dizer ao certo se isso é a violência em si que cresceu, pois sabemos que houve também um aumento das denúncias de violência doméstica, então há os dois fatores combinados, as mulheres estão denunciando mais, pois há melhores leis de proteção à mulheres em situação de violência, porém pode também haver um aumento na incidência dos casos.

Outro efeito direto foi o aumento da prostituição na cidade, em decorrência do aumento de trabalhadores temporários, majoritariamente homens, que vêm à cidade e estimulam o comércio sexual. Então há mais mulheres trabalhando nessas condições de risco.
Eu conheço um pouco mais três assentamentos de Reforma Agrária, que estão rodeados pelas plantações de eucalipto. Eles abrigam 500 famílias, é bastante gente, e como a Mariele disse, eles estão bem abandonados pelo poder público, são deixados na terra sem acesso a água ou luz, é uma questão complicada. Muitas dessas pessoas também trabalham para a indústria de celulose, principalmente nas plantações, como o Mieceslau mencionou. Mas eles estão também resistindo, importante lembrar, e as mulheres têm uma participação importantíssima nessa resistência. Há um Comitê das Mulheres Camponesas, que foi formado nos últimos dois anos, também com a parceria da UFMS e do Ministério do Desenvolvimento Agrário, cuja função era voltada à agricultura familiar, porém com as últimas mudanças políticas no cenário brasileiro, esse ministério não existe mais. Esse comitê reúne mulheres de 6 assentamentos da região, e elas têm trabalhado bastante pra se reunir e buscar maneiras de sobreviver e permitir sua recriação no campo.

Também no Brasil, em geral, temos um bom histórico de mulheres camponesas lutando contra os monocultivos de eucalipto. Em 2006, um grupo de 2000 mulheres invadiu um viveiro de mudas da Aracruz celulose, destruindo centenas de mudas, chamando atenção para os riscos das monoculturas, lutando pela biodiversidade, associada à fertilidade, que é também um tema que toca muito proximamente as mulheres. Elas carregavam a bandeira da soberania alimentar, lutando pelo retorno do acesso à terra.  Em 2007, outro grupo de mulheres entrou no viveiro da Suzano. Após isso, várias outras manifestações semelhantes foram ocorrendo em muitas cidades no Brasil, ano após ano. Existe o MMC - Movimento de Mulheres Camponesas, que faz várias ações protestando contra as grandes empresas que controlam os monocultivos de eucalipto, assim como empresas relacionadas ao agronegócio em geral, que comprometem a Soberania Alimentar, como Bunge ou Monsanto. Elas denunciam a morte e aridez do chamado Deserto Verde, fazendo o contraste da relação entre diversidade e fertilidade.

Esses atos que relatei são muito relevantes, pois demonstram onde as mulheres camponesas se posicionam na luta contra o agronegócio como um todo, em meu ponto de vista. Porque estamos falando de eucalipto, mas poderia ser cana-de-açúcar, soja, algodão transgênico na Índia - tudo segue esse padrão de sistemas de monocultivo, aliado ao uso massivo de agrotóxicos, altamente poluentes, uso de alta tecnologia e engenharia genética, apoio financeiro dos governos, grande impacto nas comunidades, com grande parte do volume voltado ao mercado externo. Esse modelo tem sido replicado em todo o mundo, e é um problema bem complexo pra resolver, eu não tenho respostas, mas penso que a principal questão deveria circular em torno de como podemos mudar esse modelo? Porque isso não está funcionando. Nós temos metade do mundo em situação de fome, majoritariamente no hemisfério sul, onde as grandes companhias utilizam a mão-de-obra e a terra baratas. Estatísticas apontam que 70% das pessoas abaixo da linha de pobreza são mulheres do campo, portanto esse modelo econômico afeta direta e especialmente as mulheres.

Há uma fato interessante que também se relaciona à questão de gênero e a essa compreensão. Temos no Brasil quase 400 culturas indígenas diferentes, apesar de toda a destruição massiva que ocorreu desde o processo de colonização. Elas são culturas muito ricas e bem diversas, mas há um ponto central que as une, que é a compreensão da sacralidade da terra, a mãe terra, chamada Pachamama, também presente em outras culturas, mas muito forte nas culturas sul americanas. Esse conceito estabelece uma ligação muito forte entre as comunidades e a terra, que é vista como uma grande mãe que nos provê de tudo que necessitamos, então todos são responsáveis por seu cuidado e preservação. Isso é muito oposto à visão capitalista e neoliberal da terra, que a vê como lucro, valor financeiro, e portanto a controla com esse objetivo - extrair mais lucro. O modelo capitalista não respeita as comunidades ou a terra, ao invés de compreender que estamos todos conectados e que precisamos trabalhar junto para sobreviver.

Pra finalizar, podemos nos fazer alguns questionamentos: como podemos mudar esse modelo econômico que causa tantos problemas em todo o mundo, e que segue em plena expansão apesar dos limites impostos? Não sabemos exatamente o que vai acontecer, mas é um cenário assustador para se estar. Como podemos construir um novo modelo econômico, uma nova maneira de nos relacionarmos com a natureza como sociedade, ao invés de destruirmos tudo? Há algumas sugestões no relatório, de como podemos reduzir os danos e os impactos. Eu acredito que essas ações mitigatórias são importantes, pois somos parte do sistema, mas não podemos perder de vista que são mitigatórias, elas não resolvem o problema principal. Essas são algumas questões que eu faço a mim mesma. Obrigada pela atenção de todos.

O leitor


Subiu a cama assim ficou mais facil de alcancar os livros da prateleira de cima limpou um limpou e leu um pouco o segundo leu mais detidamente o terceiro era o ultimo leitor de Ricardo Piglia comprara em belem do para nao recordava bem o ano e nem a livraria mas isso nao o lastimava mais depois que passaram mais de dez anos sim o livro compunha sua biblioteca tinha um bom tempo e ele releu alguns trechos e aquela leitura nenhum pouco nova moveu sua mente para dois fatos o primeiro fato o titulo do seu segundo livro "Escrever é fazer ver/Cerrado é chão e é água" se formara a partir das leituras dos ensaios contidos no livro de Ricardo Piglia o segundo fato Ricardo Piglia abrira caminho para outros escritores argentinos como beatriz Sarlo. Por que bater a cabeça com as origens mestiças de qualquer coisa ou querer adivinhar de onde veio determinada pessoa? Ele planejava sondar os baixões de Urbano Santos e decifrar os medos incrustados na rotina dos povoados. Época da escravidão ?!!! Não. Épocas atuais.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Indefinição sobre reserva de Tauá-Mirim pode inviabilizar porto da WTorre

AQUILES EMIR
Apesar de ficado feliz pelo Maranhão ter sido escolhido para sediar “tão importante investimento” e ter louvado a capacidade empreendedora do Grupo WTorre, como declarou dia 06 de abril quando as empresas China Communications Construction Company (CCCC) e WPR (do Grupo WTorre) assinaram contrato para construção de um Terminal de Uso Privado (TUP) em São Luís, o governador Flávio Dino (PCdoB) pode inviabilizar o projeto, caso não se manifeste oficialmente ao Ministério do Meio Ambiente contrário à criação da Reserva Extrativista de Tauá-Mirim, criada em 2007 numa área de 18 mil hectares, que engloba a área portuária de São Luís, o Distrito Industrial e se estende até Bacabeira e Alcântara, que fica do outro lado da Baía de São Marcos.
Nesta quarta-feira (19), ao participar de um encontro com empresários, na Associação Comercial do Maranhão, o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho (PV), foi novamente cobrado sobre o reconhecimento ou não da Resex e, mais uma vez, disse que a decisão cabe ao governador Flávio Dino (PCdoB). Segundo o ministro, o governador precisa formalizar o pedido de manutenção ou não da reserva, pois dela dependem algumas ações de desenvolvimento do Estado, bem como a política ambiental do governo.
O ministro ressaltou que, a rigor, sua missão é trabalhar pela ampliação das áreas a serem preservadas, porém não pode ser contra o desenvolvimento econômico do estado, ou seja, tem consciência de que a reserva pode inibir novos empreendimentos em São Luís, contudo cabe ao governador dizer se é assim ou não, pois qualquer decisão no âmbito do MMA tem de estar de acordo com os governos estaduais e municipais, portanto quer um ofício tanto de Flávio Dino quanto do prefeito da capital, Edivaldo Holanda Júnior (PDT).
O ministro lembrou que em 2014 a ex-governadora Roseana Sarney oficializou a ex-ministra Izabella Teixeira pedido para não reconhecimento da Resex, mas nada foi feito e de lá para cá e muitas coisas aconteceram nesse intervalo de tempo, como, por exemplo, a suspensão pelo atual governo das autorizações dadas pelo Estado em 2014 ao Grupo WTorre construir um porto e mais recentemente o governo, numa demonstração de mudança de opinião, ter avalizado a construção deste mesmo porto, que será partilhado com uma empresa chinesa.
Sarney Filho, que já havia sido cobrado sobre o desfecho desse projeto de reserva em duas outras oportunidades, pediu que os empresários agora façam a mesma cobrança ao governador. “Na hora que ele assinar o documento, eu arquivo o projeto, mas enquanto ele não fizer isto eu não decidirei oficialmente”, disse o ministro.
Flávio Dino reunido com chineses e dirigentes da WTorre na assinatura do contrato para construção do porto em São Luís
Inviabilização – O impasse pode ser prejudicial para os planos da WTorre e a CCCC, pois correm risco de ver seu projeto cair numa insegurança jurídica, pois a qualquer momento Ministério Público, Defensoria Pública, OAB, ONGs de ambientalistas e outras instituições podem questionar o projeto na Justiça. O termo de compromisso assinado por elas prevê a execução de um projeto orçado em cerca de R$ 1,7 bilhão, com previsão de ser concluído em três anos. As obras devem começar no segundo semestre deste ano.
O grande problema é que o governado, mesmo demonstrando simpatia pelo projeto, não quer correr o risco de se incompatibilizar com ambientalistas, aliados políticos e a comunidade de Cajueiro, que resiste sair do local para ceder espaço ao projeto do porto, e assim manifesta a posição oficial do Estado. No encontro com o ministro, o presidente da Federação das Indústrias, Edilson Baldez, chegou a entregar a Sarney Filho um documento que seria a posição do Governo do Maranhão, mas tratava-se do ofício de Roseana.
Diante das colocações, os presidentes da Associação Comercial, Felipe Mussalém, e da Fiema, ficaram de pedir ao governador, na próxima reunião do Conselho Empresarial, a formalização desse pedido. Caso não aceite, o projeto estará comprometido.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Que preço se paga para ter sucesso em São Luis?



Que preço se paga pra ter sucesso em São luis? Marcos Magah fumava do lado de fora do bar do Leo. O lado de fora para onde as pessoas se retiram quando querem fumar ou quando querem conversar em grupo. A conversa com Marcos evoluira do seu visual punk démodé ao seu enriquecimento como astro pop. O seu disco Z vendera bem, quatro mil cópias. O maior sucesso de vendas da musica alternativa. A namorada pediu que ele imprimisse um extrato da conta. “Vi o quanto tinha na conta, quer saber, não vou tirar porra nenhuma de extrato, vou tirar é esse dinheiro todo.”
Em outra conversa, no reviver, eles comiam mocotó, um mocotó não tão como o do bar do Almeida, no Cohatrac, um mocotó aceitável, e Marcos fez referencia a Ronnie Von, príncipe da Jovem Guarda. Os discos psicodélicos de Ronnie Von continuam ilustres desconhecidos à maior parte do publico. No bar do Leo, Marcos “esfregou” na cara do seu interlocutor “Fui eu que revelei a face psicodélica de Ronnie von para ti.” Ele bebia cerveja original com seu baixista.
Mayron Régis

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Agricultores familiares de Primeira Cruz denunciam invasão de assentamentos

Representantes dos agricultores e agricultoras familiares do município de Primeira Cruz, na regional oriental do Estado do Maranhão, estiveram no dia 10.04.17 na Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Rurais do Estado do Maranhão (FETAEMA) para denunciar a falta de assistência do poder público frente às constantes ameaças de invasão de terra que acontecem há vários anos nos assentamentos da região. 
Segundo as denúncias, as invasões são motivadas, principalmente, pela grande especulação imobiliária que ocorre na região. Os assentamentos, já reconhecidos pelo estado, ficam nos povoados de Matões, Rosarinho, Aparecida, Troncho, Corralzinho e Zé Lino. 
“Há mais de 15 ações em andamento na justiça por causa das invasões. Há evidências de grilagem de terra como, por exemplo, áreas com mais de três títulos diferentes”, destaca o assessor jurídico da FETAEMA, Diogo Cabral. 
Diogo destaca ainda que diversos órgãos já foram provocados para se manifestarem sobre a situação, que permanece inalterada.
"Pedimos providências junto ao ITERMA, ao Ministério Público, à Comissão de Combate à Violência no Campo, à Secretaria de Segurança Pública, à Assembleia Legislativa do Estado, à Ouvidoria Agrária Nacional, prefeitos e Câmaras de Vereadores da região e nenhuma providência efetiva foi tomada. Estamos ficando sem alternativas e os agricultores familiares veem, a cada dia, seu espaço de produção ser reduzido”, destaca a secretária-geral da FETAEMA, Rosmarí Malheiros.
As denúncias informam, ainda, que espécies nativas da região tais como Jatobá, Maçaranduba e Mirim estão sendo derrubadas sem autorização para a construção de cercas. “Mais de mil árvores foram arrancadas para a construção dessas cercas sobre os nossos assentamentos”, informou uma liderança da região. 
“A FETAEMA está agendando uma nova audiência com o Promotor Agrário e o ITERMA para discutir a situação das seis comunidades afetadas pela grilagem no município de Primeira Cruz”, afirma Rosmarí Malheiros.

Governo media conflito por reintegração de posse em Governador Newton Bello

A Comissão Estadual de Combate à Violência no Campo e na Cidade (COECV), órgão vinculado à Secretaria de Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop), realizou, nesta segunda-feira (17), uma audiência pública com o objetivo de mediar o conflito pela posse da terra do Acampamento Dezesseis de Abril, localizado em Governador Newton Bello, na região oeste maranhense.
“A audiência pública foi muito importante para a mediação dos conflitos existentes na região. Foi possível reunir as autoridades do Estado e do Município para ouvir e dar as respostas efetivas na busca de solução do conflito, incluindo a regularização fundiária da parte da terra pertencente ao Estado”, declarou o secretário-adjunto de Direitos Humanos, Jonata Galvão.
O conflito existe desde 2007, quando cerca de 120 famílias ocuparam a área - onde hoje existe o acampamento Dezesseis de Abril- com o objetivo de instalar moradia e trabalhar na terra. De acordo com os trabalhadores, atualmente, o número de famílias aumentou para 170 e o acampamento já possui escola, igreja católica e protestante e unidade do CRAS, sendo reconhecido como bairro e um dos maiores polos produtivos de Governador Newton Bello.
Durante a audiência, os trabalhadores rurais relataram situações de confronto em que os ânimos teriam se acirrado, inclusive na presença de pessoas armadas. Eles disseram que temem a ocorrência de situações mais graves de violência e pediram auxílio para a resolução do conflito.
Na ocasião, o diretor de Recursos Fundiários do Iterma [Instituto de Colonização e Terras do Maranhão (Iterma)], Augusto Salgado, informou que uma área de 269 hectares, onde estão as casas e parte das roças dos trabalhadores, pertence ao Estado. Como o local está ocupado desde 2007, será feita a regularização fundiária em favor do acampamento Dezesseis de Abril. O título deverá ser entregue em solenidade com a presença do governador Flávio Dino.
A chefe da Procuradoria Jurídica do Iterma, Juliana Linhares, esclareceu algumas dúvidas dos trabalhadores quanto ao processo de titulação e garantiu que o órgão continuará trabalhando e estudando formas de destinar áreas apropriadas e em quantidade suficiente aos trabalhadores.
Segurança
O Ouvidor Agrário da Polícia Militar, Coronel Francalanci, afirmou que a Polícia Militar está à disposição para intervir, nos termos da Lei, em relação aos possíveis atos de violência que podem vir a ocorrer em consequência do conflito entre os trabalhadores do Acampamento Dezesseis de Abril e o proprietário.
A delegada de Polícia Civil de Zé Doca, Simara Borges, que responde por Governador Newton Bello, garantiu que os crimes ocorridos no acampamento devem ser reportados formalmente à polícia por meio do registro de boletins de ocorrência para que sejam devidamente apurados e encaminhados à Justiça.
Prefeitura
O prefeito Roberto Araújo, conhecido como Roberto do Posto, declarou que apoia a resolução pacífica do conflito e garantiu que vai iniciar, ao fim do período chuvoso, as obras de pavimentação da estrada de acesso ao acampamento Dezesseis de Abril, que foi uma das propostas de campanha do gestor.
Estiveram presentes o secretário-adjunto de Direitos Humanos, Jonata Galvão; a assessora da Coecv, Amanda Costa; o diretor de Recursos Fundiários do Iterma, Augusto Salgado; a chefe da Procuradoria Jurídica do Iterma, Juliana Linhares; a representante do Comitê Municipal do Mais IDH, Joisane Silva; o gestor regional da Agerp, José Raimundo Mendonça; o ouvidor agrário da Polícia Militar, Coronel Francalanci; o prefeito de Gov. Newton Bello, Roberto do Posto; a delegada de Polícia Civil, Samara Borges; representantes da Câmara de Vereadores, do Programa Estadual de Proteção aos Defensores dos Direitos Humanos, do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra (STTR) e da Direção Estadual do Movimento dos Trabalhadores 

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Os tiros estrondavam no sertão!



Tiros se atiram e se ouvem no sertão! Constantemente se escuta tiros nas chapadas -, quase não se ver mais! Há muito tempo os sertanejos lutam por algo melhor em suas vidas... Para suas famílias - gente que durante séculos foi massacrada. Mas como lembrar disso? Se o sertão é o canto que ecoa nos infinitos caminhos – o sertão é o meio, o início e o fim de qualquer prosa.
Caçadores atiram para as matas, eles caçam para alimentar suas casas e seus criados, a “subsistência” – talvez não faz tanto mal assim como se pensa porque a cultura dos povos é mais forte do que qualquer empreendimento capitalista. Mas o sertão foi invadido e os tiros que rondavam suas terras não se ouve mais. O território foi marcado por ferro e fogo, o sangue ainda se espalha por lá. Muitos dias se foram, muitos sonhos também... grandes vitorias saíram das entranhas do coração e da vontade de viver! Mas viver com muita cautela, precisa-se “acreditar”, precisa-se escrever a própria história.
O sertão se esvaziava de seu povo que se foi, retiraram-se com medo da fome e dos fantasmas que lhes assombram... RETIRARAM-SE intoxicados pelo veneno! A terra foi tomada - “grilada” – por tempo indeterminado, a mesma terra dos ancestrais. Agora nem caça, nem peixes, nem roças! Acabaram tudo! Ainda resta a coragem de lutar. Science alertava no pé do ouvido em seu Monólogo, dizendo: “O homem coletivo sente a necessidade de lutar / O orgulho, a arrogância, a glória / Enche a imaginação de domínio”. Muitos cantos, estrofes e cartilhas contaram a história. A didática também foi contada, mas em alguns casos de maneira equivocada.
Como imaginar o sertão em seus velhos tempos de outrora; quando aos tiros disparados, anunciaram então uma nova era. Rendiam-se -, os tiros voavam os ares da liberdade e a fumaça do campo enchia os pensamentos de domínios. Eles rondavam o sertão em busca de direitos, atravessavam valas e grotiões pelo agreste. Rumavam para o leste. Para as outras bandas eles moravam, residiam ali longe de tudo e de todos, quando as estações mudavam de cor os campos abriam seus jardins de flores anunciando um novo tempo que nunca chegara.
Os caminhos do sertão eram os mesmos caminhos estreitos trilhados por rebeldes, eles eram insurretos e adentravam pelas matas – chapada afora. Quando se viaja pelo sertão se ouve muitas coisas, histórias e encantos. Os modos de vida mudaram... Ainda resta tempo para a luta e para os sonhos. O sertão parava ali, os ventos do leste ecoava junto às florestas que adormeceram e sem poder falar dormiam sem dizer nada; exceto, a angustia dentro de si. Ali se ouvia os tiros que estrondavam no sertão!

José Antonio Basto                                                                                                            
E-mail: bastosandero65@gmail.com


Chapada Grande


Durante uma conversa informal (no sindicato, em alguma reuniao, na rua, nao se lembrava), dona Lucia, a entao presidente do STTR de Sao Benedito Rio Preto, recordou as vezes em que caminhava junto a mae para coletar bacuri. Finda a coleta, elas enchiam um juca e o amarravam no lombo de um jumento que transportava a carga ate Sao Benedito. Ela gravou o nome do local onde a sua familia se apegou aos bacuris. Chapada Grande.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

ICMBio debate criação de três reservas no Maranhão

Consultas públicas para implantação das resex de Itapetininga, Arapiranga-Tromaí e Baía do Tubarão serão realizadas na última semana deste mês. Veja como participar

Brasília (11/04/2017) – O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) promove na última semana deste mês consultas públicas no Maranhão para a criação de três reservas extrativistas (resex) – Itapetininga, na cidade de Bequimão; Arapiranga-Tromaí, em Carutapera; e Baía do Tubarão, no município de Humberto Campos (Clique aqui para ler as propostas).

As consultas são um procedimento obrigatório para a implantação de unidades de conservação (UCs), exceto para as reservas biológicas e estações ecológicas. São o momento em que todos os setores da comunidade, interessados no tema, podem tirar suas dúvidas e expor sua opinião contra ou a favor da iniciativa.

No dia 25, será realizada a consulta para a criação da Reserva Extrativista de Itapetininga. A reunião está marcada para as 9h, na Colônia de Pescadores e Pescadoras, na Rua Campo, s/n, bairro Estiva, em Bequimão.

No dia seguinte, 26, ocorrerá a consulta pública sobre a Reserva Extrativista de Arapiranga-Tromaí. O encontro será às 9h, na Quadra da Escola Moacir Heráclito dos Remédios, na Travessa Samuel Quadros s/n, bairro Santo Antônio, em Carutapera

Já a implantação da Reserva Extrativista da Baía do Tubarão terá duas consultas: uma no dia 28, no município de Humberto Campos, às 9h, na Quadra Poliesportiva da Lagoinha, na Rua do campo; e outra no dia 30, na cidade de Icatu, às 9h, no Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Icatu, na Rua Principal São Benedito, Povoado de Baiacuí.

Durante as consultas, serão apresentadas as propostas de criação das unidades, os trabalhos técnicos que subsidiam a extensão, limites e zoneamento de cada reserva e os propósitos das novas áreas protegidas. Todas as dúvidas da comunidade serão esclarecidas pelos representantes do ICMBio.

Além da comunidade em geral, foram convidados para os eventos representantes dos órgãos ambientais locais, instituições públicas federais, estaduais e municipais, organizações não governamentais, proprietários de terras e representantes dos setores produtivos da região.

Serviço:

Dúvidas sobre as consultas públicas podem ser enviadas por correio eletrônico para consultapublica@icmbio.gov.br ou por correspondência para Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - Diretoria de Criação e Manejo de Unidades de Conservação - DIMAN - Coordenação de Criação de Unidades de Conservação - CCUC - EQSW 103/104, Bloco D, Complexo Administrativo, Setor Sudoeste - Brasília/ DF - CEP: 70.670-350

Comunicação ICMBio
(61) 2028-9280