sábado, 7 de junho de 2014

PROGRAMAÇÃO VIII Encontro e Feira dos Povos do Cerrado

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As atividades de debates, oficinas, seminários e mesas redondas do VIII Encontro e Feira dos Povos do Cerrado têm como eixos temáticos questões ligadas à território, biodiversidade, água e cultura. Nesse sentido, cerca de 700 representantes de comunidades tradicionais, indígenas, quilombolas, geraizeiros, vazanteiros, quebradeiras de coco, agricultores familiares de 12 estados de incidência do Cerrado, se reunirão para discutir os entraves relativos a estes temas e propor diretrizes de uma agenda consistente que garanta o fortalecimento da conservação e uso sustentável do Cerrado.
Confira pelo link a programação de atividades do evento. 
http://www.redecerrado.org.br/images/PDF/programa_encontrodospovos2014_leve.pdf

VIII Encontro e Feira dos Povos do Cerrado, no Complexo Cultural Funarte


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De 05 a 08 de junho de 2014, a Rede Cerrado realizará no Complexo Cultural Funarte, em Brasília-DF o VIII Encontro e Feira dos Povos do Cerrado, que deve reunir cerca de 700 representantes de comunidades tradicionais, indígenas, quilombolas, geraizeiros, vazanteiros, quebradeiras de coco, agricultores familiares.
A ação dará sequência à tradição de encontros iniciada em 2001, que já aconteceram em Goiânia-GO, Montes Claros -MG e Brasília-DF, consolidando-se como um espaço para: troca de experiências que resultem na conservação do Cerrado e na promoção de meios de vida sustentáveis; valorização das tradições culturais dos Povos do Cerrado; discussão e formulação de posições políticas conjuntas; e divulgação pública dos problemas socioambientais que afetam o bioma, como também das alternativas existentes para o uso sustentável de sua biodiversidade.
O objetivo é aproveitar a semana que é celebrado o Dia Mundial do Meio Ambiente, para chamar a atenção das autoridades para os principais problemas relativos ao direito à terra, áreas protegidas e produção agroextrativista. Para isso, o evento conta com uma rica programação de debates, mesas redondas, seminários, incluindo as atrações culturais, a feira dos produtos da sociobiodiversidade e a praça gastronômica.
Além de lideranças vindas de várias regiões onde há Cerrado brasileiro (DF, Goiás, Tocantins, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Mato Grosso, Piauí, São Paulo e Bahia), o Encontro terá a participação especialistas e gestores públicos, bem como de representantes de organizações da sociedade civil, da academia e institutos de pesquisa. O governo federal será representado por diversos órgãos e ministérios.  A intenção é encerrar o evento com diretrizes de uma agenda consistente que garanta o fortalecimento da conservação e uso sustentável do Cerrado.
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Ameaçados de desaparecer do mapa, povos do Cerrado vêm a Brasília para unir forças


Cerca de 700 representantes de comunidades tradicionais do Cerrado discutem de 5 a 8 de junho em Brasília formas de enfrentar a mais grave crise dos últimos anos.
O Povos do Cerrado estão em uma encruzilhada existencial. Sem direito de acessos aos seus territórios tradicionais, ameaçadas pelo avanço do agronegócio, da mineração e do desmatamento sobre áreas naturais onde vivem e em vias de perder as parcas garantias legais que as protegem, as comunidades tradicionais que há séculos habitam o Cerrado brasileiro podem desaparecer do mapa.
E eles estão em Brasília a partir desta quinta-feira, 5, até domingo, 8, para denunciar isso. Cerca de 700 representantes das comunidades tradicionais de dez estados inseridos no bioma Cerrado se reúnem na capital do país durante o  VIII Encontro e Feira dos Povos do Cerrado. Todas as atividades serão no Complexo Cultural Funarte, no Eixo Monumental. A organização é da Rede Cerrado.
Eles são indígenas, quilombolas, geraizeiros, vazanteiros, quebradeiras de coco e agricultores familiares que têm com a terra e seus recursos um pacto de sobrevivência mútua. Enquanto podem viver em seus territórios coletando e vivendo do que a natureza oferece, os povos tradicionais ajudam a conservar o bioma – que já perdeu mais da metade de sua cobertura vegetal, em sua maioria para a agricultura, a pecuária, a silvicultura e o avanço das cidades. 
A abertura do evento nesta quinta-feira coincide com o Dia Mundial do Meio Ambiente. Mas eles não vêm para comemorar. O encontro é para discutir uma agenda política dura, intensa e bastante ampla e que diz respeito à sobrevivência desses povos. O objetivo é unir forças.
Para isso, foram chamados os principais líderes de organizações comunitárias, especialistas e representantes do Ministério Público Federal com atuação nos estados abrangidos pelo bioma Cerrado. O acesso aos territórios tradicionais é básico na pauta de reivindicações. “É o nosso direito básico que, apesar de estar na lei, nos é negado diariamente”, diz Álvaro Carrara, coordenador executivo do Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas, dando o tom do encontro.
Segundo ele, enquanto o governo vacila em não ativar políticas públicas que possam garantir os direitos desses povos – considerados pela lei como “prioritários”  – , o agronegócio, o lobby da mineração e a bancada ruralista fazem a mais forte ofensiva contra os direitos das populações tradicionais.
Trator oficial – A mais recente investida contra os direitos dos povos tradicionais é a tentativa de revogação pelo Brasil da subscrição da Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). A convenção determina que todas as medidas legislativas que afetem povos indígenas ou povos tribais devem ser precedidas de consulta. A ideia é defendida pelo deputado Paulo Cesar Quartiero (DEM-RR), representante da bancada ruralista no Congresso Nacional. 
As ameaças também vêm do lado do governo, que a rigor deveria estar ao lado das comunidades fragilizadas. Obras federais previstas no Programa de Aceleração do Crescimento – PAC são outra ameaça aos povos tradicionais do Cerrado. Exemplos são a BR 158 no Mato Grosso, as usinas Hidrelétricas, no Tocantins,  Serra da Mesa, em Goiás UHE e Rodovia Norte de Minas.
Centenas de projetos também tramitam no Congresso Nacional para restringir os direitos de povos indígenas, quilombolas e outras populações tradicionais sobre suas terras e a criação de unidades de conservação. Entre os projetos estão o da  PEC 215, que tira dos órgãos competentes e passa para o congresso nacional o poder de decisão pela demarcação das terras indígenas, quilombolas e de comunidades tradicionais que ainda nem têm reconhecimento oficial.
Sem-reserva – Diferente de algumas comunidades da Amazônia que conquistaram o acesso aos seus territórios tradicionais, os povos do Cerrado vivem à margem de tais políticas públicas. Em todo o bioma, com área de mais de 2 milhões de km² de extensão, das quatro reservas extrativistas prometidas nos últimos anos, apenas duas foram criadas: Recanto das Araras da Terra Ronca, nos municípios de Guarani de Goiás e São Domingos, e a Lago do Cedro, em Aruanã, localizadas no estado de Goiás.
Mesmo assim elas não têm recursos para serem implementadas, faltam os serviços básicos para as populações nativas e o ministério do Meio Ambiente não sabe como resolver o problema. Sobre a mesa da ministra Izabella Teixeira, está parada a criação da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Nascentes dos Gerais e a  Reserva Extrativista do Pequizeirão, em Minas Gerais. Elas foram apontadas como prioritárias pelas lideranças dos povos tradicionais e pelo ICMBio.
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Serviço
VIII Encontro e Feira dos Povos do Cerrado
Data: 5 a 8 de junho de 2014
Local: Funarte (Eixo Monumental, em frente à feira da Torre de TV), Brasília-DF
Programação completa: http://bit.ly/1jPm8DQ
Informações: 61 99181200 – jaimegesisky@gmail.com ou 61 9949-6926 - contato@redecerrado.org.br

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Que venham boas notícias do Encontro e Feira dos Povos do Cerrado

Começou, dia 05 de junho, em Brasília-DF, um evento fundamental para a sustentabilidade no Cerrado brasileiro, o VIII Encontro e Feira dos Povos do Cerrado.  Mais de 700 representantes de comunidade tradicionais, indígenas, quilombolas, quebradeiras de coco chegaram à capital federal para debater questões prioritárias para sua sobrevivência: território, água, biodiversidade e cultura.
De acordo com Mônica Celeida, professora da Universidade de Brasília (UnB), a política do país concentra-se nos grandes empreendimentos de hidrelétricas, madeireiros, pecuária e monocultivos. Na opinião das comunidades, restam os obstáculos. Depoimentos revelam que entre as principais dificuldades enfrentadas pelos vários grupos sociais estão a indefinição fundiária, a falta de áreas protegidas e, não menos importante, a ausência de vontade política dos governantes em solucionar estes entraves.
No dia dedicado ao Meio Ambiente, os povos trazem na bagagem série de reivindicações e pautas que serão discutidas com autoridades, ONGs, universidades, entre outros setores a fim de pensar em soluções para os problemas existentes. Apesar de muitas demandas, eles dizem estar animados e cheios de expectativas para construção de uma agenda positiva.
Este grande encontro é organizado pela Rede Cerrado e tem patrocínio da Fundação Banco do Brasil, Petrobras, Funarte, Anvisa, e parceria do MMA, MDA, MDS, MinC, Ministério da Saúde, CONAB, FUNAI, ICMBio, MPF, EMATER-DF, ISPN, PNUD, Central do Cerrado, Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge, WWF-Brasil, Fundação Palmares, SlowFood, Rádio Cultura FM, Secretaria de Estado da Cultura, GDF, CONAB, INCRA, IBAMA, CESE, UnB e Governo Federal.

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sexta-feira, 6 de junho de 2014

Suzano compra fundo para reduzir dívida

Rio - Dentro de uma estratégia de desalavancagem financeira, a fabricante brasileira de papel e celulose Suzano anunciou quarta-feira a compra de 100% das cotas do Fundo Vale Florestar, cujos ativos somam 45 mil hectares de florestas de eucalipto no Pará. Com a aquisição, a Suzano — que já tinha contrato assinado com o Vale Florestar até 2028 — adquire não só a madeira plantada na região mas também contratos de arrendamento, sem imobilizar recursos em terras. Em termos financeiros, a principal vantagem da operação é a diluição num prazo maior de pagamentos que seriam realizados num horizonte de tempo mais curto.
“Conseguimos a extensão do prazo médio de aquisição desta madeira”, disse ontem o presidente da Suzano, Walter Schalka, numa teleconferência com jornalistas, referindo-se à matéria-prima produzida na área do Florestar. Na situação anterior, o prazo médio de pagamento da madeira era de três anos. Com a aquisição do fundo, a Suzano diluirá seus gastos num total médio de 12 anos. “Apesar do alto endividamento da companhia, a mesma pagará o montante em parcelas anuais num prazo entre dez e 15 anos, reduzindo o dispêndio de capital no curto prazo”, avaliou a corretora XP Investimentos em relatório matinal enviado quarta-feira a clientes.
Ainda sujeita à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a operação prevê o pagamento pela Suzano de R$ 528,9 milhões em parcelas anuais. As dez primeiras terão valor similar, em torno de R$ 45 milhões. O restante dos pagamentos terá valor decrescente. Além da Vale, também são cotistas do fundo a BNDESPar e os fundos de pensão dos empregados da Caixa Econômica Federal (Funcef) e da Petrobras (Petros). A Vale informou que vai receber R$ 205 milhões como resultado da venda de sua participação no fundo. Além dos 45 mil hectares de florestas de eucalipto, o acordo inclui 95 mil hectares de mata nativa que estavam sob tutela da Vale e deverão ser preservados pela Suzano.
A madeira produzida pelo Vale Florestar é essencial para o abastecimento da fábrica da Suzano em Imperatriz (MA). Segundo explicou Schalka, um terço da matéria-prima que alimentará a unidade terá como origem florestas próprias e contratos de arrendamento. Outro terço será constituído por madeira do Vale Florestar. O restante virá da compra de madeira na região. “Temos como objetivo reduzir a distância média das nossas florestas até as nossas operações industriais”, ressaltou o presidente da Suzano, numa menção à possibilidade de novas aquisições do tipo.
Atualmente em fase inicial de produção, a unidade do Maranhão terá capacidade para fabricar 1,5 milhão de toneladas por ano quando estiver operando plenamente. A tendência é de que essa ampliação gere caixa suficiente para acelerar o processo de redução da alavancagem financeira da empresa. Entre as principais companhias brasileiras do setor de papel e celulose, a Suzano é a que possui a mais alta relação entre dívida líquida e Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização): 4,6 vezes, conforme indicam os números referentes ao primeiro trimestre deste ano. A companhia fechou março com dívida líquida de R$ 9,36 bilhões, um aumento de R$ 2,57 bilhões em relação aos três primeiros meses de 2013.
Duas outras gigantes do setor, Klabin e Fibria apresentaram nos primeiros três meses deste ano resultados expressivos em termos de redução da alavancagem financeira. A relação dívida líquida/Ebitda da Klabin caiu de 2,6 vezes (no último trimestre de 2013) para 1,7 (primeiros três meses deste ano). No mesmo período, os resultados financeiros da Fibria mostram que esse indicador passou de 2,8 vezes para 2,4. “A busca por mais competitividade e pela redução no endividamento tem sido o foco da companhia e vai continuar a ser em 2014”, concluiu Schalka.
brasileconomico

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Fitoterápico pode ajudar melhorar vida da população do Baixo Parnaíba

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Imagem FitoterapicoProjeto apoiado pela Fapema pode ajudar a combater um inimigo conhecido dos produtores rurais do Estado do Maranhão: o carrapato.
O foco central da pesquisa desenvolvida pelo professor Lívio Martins, do Centro de Ciências Agrárias e Ambientais da Universidade Federal do Maranhão (CCAA/UFMA), é a criação de um fitoterápico para controle de carrapato dos bovinos e dos cães.
A seleção das plantas para a produção do medicamento é feita na reserva extrativista Chapada Limpa, localizada no município de Chapadinha - MA, há 250 quilômetros da capital São Luís.
De acordo com o professor Lívio, um dos objetivos do projeto é garantir a certificação e a comercialização dos produtos pela comunidade, produzidos a partir de plantas como cujuba, sapucaia e sapucarana.
“Sabendo que a planta pesquisada tem eficiência sobre o carrapato, a idéia é retornar à comunidade e garantir que ela possa futuramente produzir e explorar essa planta comercialmente”, explicou o pesquisador.
Além da viabilidade econômica, o estudo Fitoterápico Contra Carrapatos pode trazer outros benefícios à população.carrapato
Uma delas seria a diminuição de produtos químicos no tratamento dos animais, o que reduziria a contaminação de alimentos como a carne e o leite.
“É muito comum ver produtores tratando os animais e retirando o leite, o que provoca contaminação direta. Isso está associado indiretamente ao aumento do câncer e doenças degenerativas em geral. Então, diminuindo a utilização desses produtos, temos um menor resíduo na carne e no leite”, garante o professor Dr. Lívio Martins.
Várias instituições do Brasil e do exterior colaboram com o projeto Fitoterápico Contra Carrapatos.
Além de pesquisadores da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), participam professores da Universidade Estadual do Ceará (UECE), Universidade Federal de Sergipe (UFS), Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e alunos bolsistas de iniciação científica de mestrado e doutorado.
Os resultados desse trabalho já foram apresentados em congressos internacionais na Argentina, Canadá e na China. A próxima apresentação será na Espanha.
Além da seleção das plantas da região do Baixo Parnaíba, os pesquisadores têm selecionado outras plantas nativas do nordeste.
“Estamos fazendo um depósito de patente com algumas plantas que apresentam um grau de desenvolvimento relativamente bom, com concentração letal baixa”, informou Lívio Martins.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

GOVERNO DE ROSEANA SARNEY É RESPONSÁVEL PELO CONFLITO AGRÁRIO NO POVOADO VERGEL EM CODÓ

O governo de Roseana Sarney protege o latifúndio, a grilagem articulados por políticos e gente do agronegócio.
O governo de Roseana Sarney protege o latifúndio, a grilagem articulados por políticos e gente do agronegócio.
Em total desrespeito à população rural maranhense, a governadora Roseana Sarney, falta com os princípios mais elementares da ética política, pregando mentiras deslavadas sobre assistência a agricultores familiares. Ao proteger grileiros, políticos, parlamentares, latifundiários e gente do agronegócio, a governadora tem proporcionado mais desigualdades sociais no meio rural, com a expulsão de famílias de terras de posses seculares, empurrando-as para o trabalho escravo, os jovens para as drogas e a prostituição, fazendo a vida de muitos pequenos trabalhadores rurais serem transformadas em um verdadeiro inferno. Apesar da luta da Comissão Pastoral da Terra e da Fetaema, a perversidade impera e a governadora Roseana Sarney tripudia dessa gente humildade fazendo propaganda politica, como se governo tivesse um mínimo de dignidade e zelasse pelos direitos legítimos de trabalhadores e trabalhadoras rurais no nosso Estado. Leia mais uma denúncia feita pela CPT à justiça.
  
EXCELENTÍSSIMA SENHORA DOUTORA PROMOTORA DE JUSTIÇA DA 2a PROMOTORIA DE JUSTIÇA DA COMARCA DE CODÓ-MA
 A Comissão Pastoral da Terra/Diocese deCoroatá-MA,  por meio do seu advogado subscritor, vem respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, relatar graves violações aos direitoshumanos sofridos por trabalhadores rurais que residem e trabalham na comunidade Vergel, localizadana zona rural de Codó, requisitando, em razão da gravidade da situação, tomada de procedimentos cabíveis por este .Parquet Estadual.
 1. DA LOCALIZAÇÃO DA COMUNIDADE VERGEL
 A comunidade VERGEL, constituída atualmente por 8 famílias, se localiza no município de Codó, estado do Maranhão, na região dos Cocais, distante 60 km da sede municipal. As famílias, todas trabalhadoras rurais, dependem da terra para garantir sua sobrevivência e nesta realizam o plantio de arroz, milho, mandioca, feijão, fava, macaxeira, abóbora, maxixe, quiabo, vinagreira, pepino, melancia, melão, limão, banana, caju, carambola, acerola, ata, goiaba. Entre os meses de julho e agosto, promovem a farinhada, para produção de puba, tapioca, numa casa de farinha localizada em Boa Esperança, comunidade vizinha ao povoado Vergel. Além, as famílias realizam a quebra do Coco Babaçu, para produção do azeite e carvão, quebra esta feita pelas mulheres camponesas. Há nas comunidades 3 casas de farinha comunitárias.
 2. BREVE HISTÓRICO DE VIOLÊNCIAS PRATICADAS CONTRA OS TRABALHADORES RURAIS DE VERGEL
 Conforme documentação em anexo, a saber, fotografias, mapas, documentos do INCRA, registro de ocorrência policial e outros, são inúmeras as violências perpetradas contra as famílias de Vergel. Para compreender o conflito, faz-se necessário adentrar na história do lugar.
O Proprietário de Vergel, Aristides Francisco Pereira, faleceu no ano 1956 e deixoucomo herdeiros a mulher Tomásia Alves da Silva e mais 11 filhos e uma herança de 1.865,47 hectares de conforme,  escritura da terra, lavrada no Cartório do 1o ofício de Codó – MA. Vergel é rica emmadeira e caça. O filho mais velho do Sr. Aristides, Raimundo Pereira da Silva, falecido em meados doano 2006, com 86 anos de idade, conhecido por “Maçaranduba”, guardou cuidadosamente a escriturada terra. Por vários anos não houve problema de convivência entre os moradores e uso da terrase deu de forma comunitária. Ocorre que em 1984, os nacionais Elcias Baltazar Galeno Menezes eExpedido Rodrigues Lopes, ambos moradores desta cidade, iniciaram o processo de inventário(processo No 81984, aberto em 24.10.1984), por terem, cada um, adquirido uma cessão de direitohereditário, cada uma com 932,735 hectares, excluindo, de imediato, vários dos herdeiros, visto que taiscessões englobavam a totalidade das terras de Vergel. A partir de então, várias vendas de cessõesocorreram, com a habilitação de vários outros no curso do processo. Em especial, o nacional AdoniasAndrade Martins (que adquiriu mais de 300 hectares, ”vendida” por Antonio Pereira dos Santos, alcunhado Antonio Chagas). Ocorre que as terras ”vendidas” ao nacional Adonias Andrade, que é agrônomo e assessor do deputado Cesar Pires em São Luís, eram ocupadas por famílias de trabalhadores rurais, que passaram a sofrer constantes ameaças de expulsão de suas áreas de moradia etrabalho1.Vale destacar uma seqüência de homicídios e tentativas de homicídio, que vitimou os moradores João Ferreira Guimarães, morto em 1996, com vários tiros e sem instauração de IP, Alfredo Ribeiro da Silva (morto a tiros em 28.08.2007, conforme boletim de ocorrência em anexo, sem instauração de IP), Manoel Coelho da Silva, que sofreu atentado à bala em agosto de 2007 e RaimundoPereira da Silva, trabalhador rural e liderança, morador do Povoado Vergel, executado em 14.01.2010(Ação Penal No 6932010-2a Vara de Codó), processo este que tramita há quatro anos sem realização de nenhuma audiência. Diante da certeza da impunidade, alguns anos antes da morte do Sr. Raimundo Pereira da Silva, o nacional Chichico (filho de Dario de Araújo Silva) mandou para a vítima um bilhete com os seguintes dizeres: “Nós vamos fazer contigo como fizemos com o Alfredo. “Com a morte do Sr. Raimundo Pereira da Silva, o líder comunitário AntonioIsídio da Silva, com 52 anos, nascido e criado no Vergel, passou a ser constantemente ameaçado de morte por Dario de Araújo Silva e Diel de Araújo Silva.
Em 04.01.2013, no povoado Vergel, a capela da comunidade, donde se celebraria missa de memória de Raimundo Pereira da Silva (14.01.2013), foi criminosamente incendiada.
Coincidentemente, segundo relato de várias pessoas, foram vistos no local do fato os nacionais Dário de Araújo Silva e Antonio Chagas, momentos antes do incêndio.
Tamanha violência levou a Anistia Internacional, uma das mais importantes entidades de defesa dos Direitos Humanos do mundo, a lançar campanha mundial em defesa da segurança e integridade do lavrador Antonio Isídio, que depois de tanto sofrimento e privação e de idas à Brasília e São Luís, finalmente foi reconhecido pelo Estado Brasileiro como defensor dos direitos humanos ameaçado de morte.
 3. DOS PEDIDOS
 Excelência, diante do narrado, é a presente para requerer, mais uma vez, em caráter de urgência, que este R. Parquet requeira a instauração de IP para investigar a morte de Alfredo Ribeiro da Silva, morto em agosto de 2007, que a ação penal No 6932010, que tramita na 2a Vara de Codó, tenhaseu curso acelerado, em razão da extrema lentidão em seu processamento, bem como instaure procedimento próprio a fim de verificar as falsidades documentais constantes na Ação de Inventário No 8/1984, bem como requisitar a realização de busca e apreensão de armas na localidade, visto que nacionais andam armados até os dentes na localidade, ameaçando a integridade de famílias de trabalhadores rurais. Ademais, em razão da complexidade da situação, que Vossa Excelência se desloque até o local do conflito, para presenciar a situação de miséria e sofrimento vivenciada por famílias abandonadas pelo Estado Brasileiro.
 Com os cumprimentos de praxe, espera com a maior brevidade ter o pleito atendido.
E.Deferimento
Codó, 27 de maio de 2014
Em 1999, quando com a força da “justiça” e da polícia mandou cortar as cercas de 16 linhas de roças plantadas dos lavradores herdeiros, que depois foram totalmente destruídas pelos animais que as invadiram
 Padre Benito Cabezas Fernandez-SAC
 P/ Coordenação da CPT/Diocese de Coroatá
 Diogo Cabral
OAB/MA 9.355
P/assessoria jurídica da CPT/MA