O
senhor Chico Patrocinio caminha uma hora de sua casa até sua roça na Chapada. Os
moradores da Jurubeba, município de Barreirinhas, reencontram a Chapada todos
os dias de suas vidas. Eles acreditaram em seu semblante de poucas palavras. Escutam-se
os periquitos e sua algazarra por sobre os bacurizeiros. Época de florada. Não
se desperdiça o tempo que pouco se tem.
quarta-feira, 16 de julho de 2014
Iterma arrecada Lagoa das Caraibas em Santa Quiteria
O
INSTITUTO DE COLONIZAÇÃO E TERRAS DO MARANHÃO - ITERMA, entidade
autárquica criada pela Lei nº 4.353, de 09 de novembro de 1.981,
vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social e Agricultura
Familiar - SEDES, sediada à Rua das Hortas, 270, centro da cidade de
São Luís, Capital do Estado do Maranhão, faz saber a todos que o
presente Edital virem ou dele conhecimento tiverem que com fundamento
nos artigos 4º e 5º da Lei Estadual nº 5.315, de 23 de dezembro de 1991,
foi instaurado o procedimento administrativo para Arrecadação Sumária
do imóvel denominado "GLEBA LAGOA DAS CARAÍBAS" com área de 920,4461ha.
localizado no Município de Santa Quitéria do Maranhão, cuja cópia com
descrição do perímetro se encontra afixada na Portaria do ITERMA e no
Cartório de Registro de Imóveis do Município de Santa Quitéria do
Maranhão. E para que ninguém possa alegar desconhecimento, manda expedir
o presente Edital de acordo com a Instrução Normativa 001/96, do ITERMA
que estabelece o roteiro para aplicação nos processos de Arrecadação
Sumária de Terras Devolutas Estaduais, publicado uma vez no Diário
Oficial do Estado, com prazo de 10 (dez) dias e afixado em lugar público
na sede da Prefeitura e do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do
Município de Santa Quitéria do Maranhão, para que os interessados façam
apresentação dos Títulos, Escrituras ou documentos de informações de
interesse, testemunhas, se for o caso, ou ainda quaisquer provas
permitidas em direito e pertinentes à espécie.
São Luís (MA),09 de maio de 2014.
LEVI PINHO ALVES
terça-feira, 15 de julho de 2014
MPF/MA consegue suspensão de atividades de extração que colocam em perigo a comunidade quilombola de Miranda
(15/07/2014)A utilização de enorme quantidade de explosivos pelas empresas colocava em risco a comunidade quilombola
Apesar de as empresas exercerem atividade poluidora e significativamente degradante, consistente na extração mineral mediante uso de explosivos, o Maranhão deixou de fiscalizar as atividades, que foram irregularmente licenciadas, colocando em perigo membros da comunidade quilombola de Miranda, no município de Rosário.
Segundo laudos técnicos da defesa civil, a situação sugere a
incompatibilidade entre o exercício da atividade econômica e a
manutenção do modo de vida da comunidade quilombola, visto que entre as
consequências estão grandes crateras, supressão de vegetação e
utilização de enorme quantidade de explosivos próximos de local
ancestralmente ocupado pela comunidade.
O pedido de liminar consiste na suspensão das licenças ambientais
das empresas e na imediata paralisação das atividades de extração e
beneficiamento de granito ou outra substância mineral na área da
comunidade quilombola de Miranda. Além disso, o Maranhão deve se abster
de conceder novas licenças ou mesmo renovar as já existentes sem a
prévia exigência dos estudos respectivos EIA/Rima.
A Justiça Federal acolheu o pedido do MPF/MA para suspender a
eficácia das licenças ambientais concedidas aos empreendimentos de
mineração e beneficiamento localizados no Povoado de Miranda. A Justiça
Federal determinou também às empresas a imediata paralisação de suas
atividades minerárias, inclusive a de pesquisa mineral, em especial
aquelas desenvolvidas por meio de detonação por explosivos e o
transporte de rochas. Em caso de descumprimento, a multa diária é de R$
50.000,00.
Ainda, o Maranhão deve se abster na renovação ou concessão de novas
licenças para tal fim na localidade de Miranda, sem prévia exigência de
EIA/Rima, também sob pena de multa de R$ 50.000,00.
Assessoria de Comunicação
Procuradoria da República no Maranhão
Tel: (98) 3213-7100
E-mail:prma-ascom@mpf.mp.br
sábado, 12 de julho de 2014
MANIFESTO PELAS FRUTAS BRASILEIRAS
Embora existam centenas de árvores frutíferas que são nativas do Brasil - mais de 300 espécies já foram catalogadas - vale a pena lembrar que as frutas que lideram o ranking de consumo no país foram aclimatadas pelos colonizadores e imigrantes europeus. Laranja (a mais consumida no território nacional), maçã, melão, pêra, limão, uva, manga são exemplos de frutas trazidas da África, Ásia, Europa que ganharam a preferência dos brasileiros.
Ora! Mas não somos o país da diversidade?! Ocorre que, ao longo dos séculos, as espécies nativas foram pouco exploradas comercialmente e o potencial de consumo de tantas frutas acabou ficando em segundo plano e, muitas vezes, restrito aos biomas onde predominam. Entre as nativas, existem algumas exceções como o abacaxi, goiaba, maracujá e caju que são amplamente cultivadas e sempre estiveram presentes na alimentação dos brasileiros.
Mas com certeza isso é muito pouco diante da diversidade da nossa flora. Ao sairmos dos grandes centros urbanos em direção ao interior podemos identificar que o repertório de frutas das comunidades é rico e diversificado. Espécies como araticum, bacuri, buriti, cagaita, cambuci, ingá, jatobá, mangaba, murici, pupunha fazem parte do dia a dia e dos cardápios locais, seja no consumo in natura ou processado em polpas, doces, geleias, sorvetes e compotas.
Em escala comercial, plantamos e colhemos as mesmas frutas que os outros países. Vale lembrar que o Brasil é o terceiro maior produtor de frutas do mundo, atrás apenas da China e Índia. Nesse universo, apenas cinco frutas (banana, melancia, maçã, laranja e uva) respondem por 60% da produção mundial. Por aqui, laranja, banana e abacaxi totalizam 67% da produção nacional. Melancia, coco, mamão, uva, maçã, manga e limão completam a lista das dez frutas mais produzidas no país e representam cerca de 92% do volume nacional.
De modo geral, faltam incentivos e pesquisas que promovam a diversidade e valorizem as características culturais e alimentares das diversas regiões do país. Ao analisarmos a cadeia produtiva das frutíferas nativas podemos identificar uma série de limitações que vão do manejo à distribuição. Nos supermercados, é mais fácil (e barato) encontrar pitaya e physalis - frutas que nunca fizeram parte dos hábitos alimentares dos brasileiros - que graviola, cacau, umbu. Aqui na capital federal, o pequi (ouro do Cerrado) só é comercializado nas feiras populares ou empórios gourmets. Nas gôndolas das grandes redes de varejo, sobram blueberries, blackberries e raspberries importadas do Chile, Colômbia, México mas faltam pitangas, jabuticabas e amoras pretas do Brasil.
Muitos podem não lembrar mas o kiwi, originário da China, conquistou consumidores brasileiros anunciando uma concentração de vitamina C bem maior que a da laranja. Segundo a TACO (Tabela Brasileira de Composição de Alimentos da Unicamp), o teor de vitamina C dessas frutas é de 70,8 mg por 100 gramas de polpa de kiwi e de 50,3 miligramas por polpa de laranja pêra. No entanto, logo ali - na Amazônia - temos o camu-camu, fruta nativa recordista em vitamina C em todo o mundo (a concentração média é de 2.880mg para 100g de polpa de camu-camu), que hoje tem destino certo em diversos países da Europa e Ásia.
Por sorte, o cenário começou a mudar e nossas frutas ganharam o olhar atento dos chefs de cozinha, pesquisadores e consumidores conscientes. O caminho ainda é longo e as cadeias produtivas precisam ser fortalecidas e incentivadas. Quem sabe um dia possamos comprar jatobá, abiú, murici sem pagar preço de produtos importados. Por enquanto, podemos ficar felizes só de encontrá-las nos mercados.
(Autor/Fonte: Ideias na Mesa)
sexta-feira, 11 de julho de 2014
Biné Figueirêdo quer liminar judicial para se apossar das terras regularizadas do Campo do Bandeira
O Campo do Bandeira é um povoado constituído por 72 famílias
camponesas, localizado num imóvel localizado no município de Alto Alegre
e pretendido pelo latifundiário e político Biné Figueiredo, integrante
da lista suja do trabalho escravo e com direitos políticos suspensos
pela justiça eleitoral. Em 2009, elas foram expulsas pela terceira vez,
quando o Poder Judiciário entrou em cena, com reintegrações de posse.
Essa
comunidade tradicional e centenária vivia em uma área devoluta, de
1.485 hectares, que Biné Figueiredo, tentou incorporar à área de sua
fazenda, denominada Caxuxa Agro Pastoril, de 3.600 hectares. Existem
informações de que Biné vendeu o imóvel e teria incorporado aas terras
em questão judicial
Em 13 de
setembro de 2013, 40 famílias reocuparam pela quarta vez o imóvel. Logo
no dia seguinte, pela manhã, foram surpreendidas por um grupo de 5
pistoleiros, armados de escopetas, atirando. Na tarde, desse mesmo dia,
por volta das 17 horas, o acampamento foi novamente atacado por 10
homens fortemente aramados de escopeta, disparando mais de 70 tiros em
direção às famílias. Não conseguindo fazer vitimas desferiram os tiros
em direção as panelas, destruíram os pneus de 4 motos.
A fazenda
Caxuxa Agro Pastoril pertence hoje a um grupo do Rio Grande do Norte,
que usam as mesmas estratégias violentas para expulsar os trabalhadores
rurais.
A assessoria
jurídica da FETAEMA, representada pelo advogado Diogo Cabral esteve no
local hoje no local e viu que o problema é grave e até alarmante, diante
número de tiros de escopetas desferidos por pistoleiros. Foi possível
recolher cápsulas das balas disparadas pelos jagunços, por um policial
militar que a muito custo foi até o por providências urgentes ao Ouvidor
Agrário Nacional e depois de muita pressão e constatação efetiva de que
as terras são devolutas e não pertencem ao latifundiário e politico e
integrante da lista suja do trabalho escravo, Biné Figueirêdo. Só
depois, e com muita morosidade o ITERMA assumiu a responsabilidade de
fazer a titulação da área, garantindo o acesso definitivo das famílias
tanto do Campo do Bandeira e do outro local da rodovia em que está a
comunidade Arame.
Com
influências politicas, principalmente no período eleitoral, apesar da
titulação feita pelo ITERMA, o ex-prefeito de Codó, Biné Figueiredo
tenta novamente na justiça uma nova reintegração de posse, o que tem
gerado forte tensão na área, principalmente que jagunços podem voltar a
ameaçar as famílias, até mesmo com a destruição de roças e incêndio de
casas. Como a justiça em muitas oportunidades concede liminares à
revelia dos princípios emanados do direito, como foi o caso da concessão
de uma liminar recentemente para um empresário de Imperatriz ter a
posse de uma área da União administrada pelo Instituto Chico Mendes. A
Fetaema tem cobrado do ITERMA a regularização fundiária imediata de toda
a área, inclusive com comunicado prévio à justiça, informou Maria Lúcia
Vieira, Secretária Agrária da entidade
Aldir Dantas
Incra reconhece terras de comunidade quilombola no Maranhão
Área de 7,4 mil hectares em Itapecuru-Mirim é declarada como terra da comunidade quilombola Santa Rosa dos Pretos.
Imirante.com, com informações do Incra
SÃO LUÍS – O
Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) reconheceu,
por meio de publicação na edição, desta sexta-feira (11), do "Diário Oficial da União", como
terras das Comunidades Remanescentes de Quilombos Santa Rosa dos Pretos
uma área de 7.496 hectares na cidade de Itapecuru-Mirim, no Maranhão.
Foto: Arte: Maurício Araya / Imirante.com.
O
processo de reconhecimento de uma terra para os quilombos é considerado
por representantes do governo e de movimentos sociais uma das
principais medidas de resgate cultural e de autossuficiência dessas
famílias que dependem, basicamente, de atividades econômicas agrícolas e
de pesca e artesanato.
Para que seja feito o
reconhecimento e titulação da terra, a própria comunidade abre o
processo em uma superintendência do Incra em qualquer unidade
federativa. A partir desse pedido, técnicos do órgão começam um estudo
da área e divulgam um relatório que pode ser questionado por outras
partes interessadas.
O processo não tem prazo de
conclusão, mas técnicos do instituto reconhecem que é um processo moroso
e complexo. De acordo com estimativas do órgão, existem entre 2,5 mil e
3 mil comunidades quilombolas no país
quinta-feira, 10 de julho de 2014
SÃO RAIMUNDO, BAIXO PARNAIBA MARANHENSE: UM PEDAÇO DO MUNDO
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| Mayron do Fórum Carajás, eu e Dona Francisca - degustando pato ao molho pardo: iguaria tradicional. |
José Antonio
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