sexta-feira, 11 de abril de 2014

NORDESTE. GIGANTES DO SETOR DE GRÃOS REDUZIRAM EXPORTAÇÕES


Brasília (Agência Prodetec) - Item destacado na pauta de vários estados da região, as commodities agrícolas perderam terreno nas exportações do Nordeste, em 2013. Considerado o conjunto das 40 maiores empresas exportadoras regionais, de sete grupos do segmento de grãos apenas um teve desempenho positivo. Os demais reduziram suas vendas externas no ano, totalizando 37% no caso da gigante Cargill.
De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), as seis empresas somaram exportações de US$ 1,7 bilhão, dos quais US$ 1,1 bilhão a cargo da Bunge (US$ 752 milhões) e Cargill (US$ 421 milhões). Em 2013, as duas perderam posição na pauta regional comparativamente ao ano anterior.
Outras quatro registraram volume de vendas bem abaixo das lideres e quedas no faturamento em relação a 2012. A ADM exportou US$ 200 milhões, com decréscimo de 22,4% sobre 2012, contra US$ 168 milhões da Amaggi &LD, queda de 17%. A SLC, por sua vez, alcançou vendas totais de US$ 98 milhões (- 8,5%) ante US$ 97 milhões da Los Globo (Mitsubishi), redução de 32,2% sobre 2012.
O desempenho positivo no setor ficou por conta do grupo ABC (INCO) com vendas externas de US$ 102 milhões, 22% a mais que em 2012.
As receitas desses grupos são obtidas a partir de suas atividades em basicamente três estados do Nordeste: Bahia, Maranhão e Piauí.
11-as
 

Prefeitura de Chapadinha em parceria com o Pronatec/ SENAR forma mais uma turma de irrigação na região do povoado Boa Hora.

A explicação à beira do Rio Munim foi o encerramento de um ciclo de aulas teóricas que a partir de agora os alunos do curso de irrigação do Pronatec/ Senar em parceria com a Prefeitura de Chapadinha, através da secretaria de assistência social, passam a gerenciar o próprio negócio. Foram duas semanas de atividades onde eles aprenderam a instalar o equipamento que vai auxiliar na horta sem a necessidade de chuva para produzir.

Através de um sistema simples, utilizando uma bomba monofásica, é possível irrigar uma área com mais de 150 metros de distância da produção, no povoado Boa Hora a uma altura de oito metros do local rio até a horta.

Do rio para o local de cultivo, só aqui neste pequeno terreno foram plantadas há três dias várias culturas, entre elas: a cebolinha, coentro, pimentão e novas culturas como a cenoura, beterraba e abobrinha. Tudo isso graças a implementação de um sistema simples de irrigação localizado conhecido por micro-extensão, que mantem o terreno úmido sendo ligado duas vezes por dia, levando em média 30 minutos. Os alunos aprenderam desde a instalação dos canos, calcular a vasão, pressão e volume de água por metro quadrado e o principal: a diferença entre molhar e irrigar.


“ Esse sistema traz vários benefícios, entre eles a quebra da sazonalidade, ou seja, o homem do campo vai poder produzir o ano todo sem depender exclusivamente da chuva. Molhar um terreno é muito fácil, mas irrigar e trazer água na quantidade certa, que a planta necessita exige calculo e técnica. Posso afirmar que esses alunos aprenderam muito bem a lição e estão aptos a ingressarem no mercado de trabalho. Hoje temos muitos profissionais qualificados para a área”, afirmou o engenheiro agrônomo e instrutor curso, Ricardo Lucas Bastos Machado.

A região escolhida para ser ministrado o curso é agraciada por ter o rio bem próximo. Isso facilita os trabalhos dos novos técnicos em irrigação que já fazem planos para o futuro. Galdêncio, é morador da região, tem apenas 18 anos, e já participou de dois cursos de qualificação. O primeiro foi de Hortaliça e com mais este de irrigação, o jovem pretende aumentar a área já cultivada e num prazo de 60 dias começar a colher os frutos do trabalho.

“ Nessa área aqui não era cultivado nada. E agora temos tudo isso! Eu já tinha visto alguns exemplos desse sistema e com o curso de hortaliça e agora de irrigação melhorei muito o meu currículo. Eu aprendi a diversificar a plantação e em 60 dias vamos vender obtendo bons lucros. Não vamos ficar só nisso, não. Vamos aumentar nossa área”, disso o aluno Galdêncio Nascimento de Albuquerque.

Levar conhecimento para outras localidades e assim melhorar a vida de toda a comunidade é o objetivo do aluno Antônio Sousa. Ele é do povoado Santana, que fica na reserva extrativista Chapada Limpa, área que vai receber o projeto alimentar II da prefeitura de Chapadinha. O lavrador conta que não tinha conhecimento de como funcionava o sistema de micro-extensão, mas depois das aulas, se sente preparado para ajudar a comunidade com a implantação do projeto que vai beneficiar a todos.

“ Eu não tinha conhecimento de como funcionava, mas hoje eu já sei e vou levar esse conhecimento para minha região. Agora eu sei que podemos produzir o ano inteiro e não vamos mais ficar dependendo só das chuvas. Estou preparado para ajudar na implantação do projeto alimentar II que vai para minha comunidade. Esse curso foi minha primeira oportunidade de qualificação e aproveitei muito bem”, disse o aluno Antônio Sousa Nunes.

Vê a alegria dos jovens técnicos que estão se formando e fazendo planos para melhorar a vida deles e de suas comunidades é o resultado do empenho do governo de Ducilene Belezinha, que tem buscado parcerias para levar a qualificação profissional ao homem do campo fazendo com que ele fique em sua região produzindo cada vez melhor e em maior quantidade.

É o caso de seu Alípio, que participou das aulas de hortaliça orgânica no ano passado, lá no povoado Mangabeira. Hoje o lavrador em parceria com mais outros vizinhos já contabilizam os números. A colheita da mandioca, prevista para daqui um ano, subiu para quase 30 toneladas e o sistema empregado a foi o de fileira simples. O milho em menos de três meses já vai ser vendido. Mudança que o lavrador comemora graças ao apoio do governo municipal, com envio de máquinas e técnicos para o local.

“ A gente conseguiu aperfeiçoar o conhecimento que já tinha. Aqui são dois hectares de área plantada que antes não rendia o que estamos calculando colher. Vão ser quase 30 toneladas de mandioca e o dobro que já colhemos de milho. Graças a nova técnica de plantio e também ao apoio da secretaria de agricultura de Chapadinha”, disse o lavrador Alípio José Rodrigues.

“ Aqui nós destacamos o sistema que eles estão utilizando. A gente vê um sistema simples que não precisa de muitas máquinas e que está dando certo. Antes eles plantavam mandioca e milho tudo junto e um acabava atrapalhando a outra. Mas aqui tá tudo organizado e eles vão lucra muito mais”, afirmou o monitor e coordenador da Casa Familiar Rural, Francinaldo Lima de Araújo.

E o apoio ao homem do campo não para por aí. Mais cursos já foram compactuados para a zona rural e em breve a prefeitura vai anunciar quais regiões serão beneficiadas. O objetivo é transformar Chapadinha em um município produtor e estimular a permanência do homem do campo em seu local de trabalho com dignidade e qualidade de vida.

“ Nós consideramos a irrigação uma das ferramentas mais importantes na produção, pois isso permite ao produtor cultivar e colher o ano inteiro. Já estamos nos programando para trazer o projeto alimentar III para esta região e, paralelamente a isso, já compactuamos mais cursos para a zona rural. O objetivo do governo de Ducilene Belezinha é transformar nosso município. Torná-lo em produtor com homens capacitados e detentores de novas técnicas que aumentem e melhorem a produção e assim estimular sua permanência no campo”, finalizou o secretário de assistência social.
 
ASCOM/PMC

Audiência Pública - Extração de Areia no Leito do Rio Munim

quarta-feira, 9 de abril de 2014

A soberania dos camponeses no Baixo Parnaíba Maranhense contra o impacto ambiental do eucalipto e da soja





Lembro que em 2006, participei do grande encontro de comunidades em defesa do Baixo Parnaíba Maranhense, sediado na Comunidade Quilombola de Bom Sucesso dos Pretos município de Mata Roma-MA, onde foi debatido questões relacionadas à soberania dos trabalhadores rurais contra o impacto ambiental do eucalipto e soja. Um evento caloroso com participação de vários seguimentos dos movimentos de direitos humanos e da vida. Sabe-se que as comunidades tradicionais do Baixo Parnaíba desde o inicio da década de 80 que vem enfrentando batalhas contra a empresa Suzano Papel e Celulose e grupos de gaúchos vindos de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, tanto a Suzano quanto os gaúchos são responsáveis pelo atraso do projeto de Reforma Agrária e Desenvolvimento Rural Sustentável em nossa região. Os camponeses são os verdadeiros herdeiros dessas terras, pois desde tempos históricos remontando ainda o período dos índios Tremembés que eles já caçavam o tatu, peba, cotia, veado e pássaros; pescavam cará, piaba, traíra, jacundá, catana e viviam do extrativismo do bacuri e pequi além de muitos outros frutos do cerrado. Mas lembrando que nada disso era predatório e sim eles praticavam esses ofícios pela sobrevivência das famílias sucedendo então essa cultura aos habitantes que aqui chegaram como retirantes das secas do Ceará e Piauí, conjunto que formou nossa gente. Quando apareceu a febre do eucalipto na região, tudo foi mudando, o cenário cultural em especial fauna e flora sofreram alterações drásticas em todos os sentidos. Esse ato da Suzano e dos grupos de gaúchos que agora aqui estão é inaceitável. Os grandes campos de eucaliptos que cobre os territórios de Urbano Santos, Santa Quitéria, Chapadinha, Mata Roma e tantos outros municípios é um cenário difícil de se ver, infelizmente, são chamados “monstros verdes”. Os rios de Urbano Santos Mocambo e Boa Hora por exemplo já não respiram mais oxigênio puro, suas águas secaram e seus peixes desapareceram totalmente; como diz o camponês ribeirinho Sr. Canário do Povoado Pequi: “No Rio Mocambo agora não se pega piaba nem pra fazer remédio.” Um problema que deve ser observado além das lutas dos trabalhadores rurais, entregues portanto os órgãos competentes  com o intuito de dirigir sua ótica à esses desacatos aos direitos humanos e da vida. Relembrando fatos importantes de acontecimentos históricos de trabalhadores rurais em defesa de suas terras, podemos rever os capítulos gloriosos do Assentamento Mangueira (Urbano Santos), onde ainda no inicio de 80, as lideranças na pessoa do Sr. Manuel Américo enfrentaram a Suzano -, no tempo conhecida como Florestal LTDA, que tentava tomar e grilar as terras da associação na época, há noticias de que até tiros foram disparados para intimidar a comunidade que depois de muitas lutas conseguiram as arrecadações e regularizações fundiárias. Para acentuar ainda é importante frisar figuras de resistências como as “FRANCISCAS”, uma do Povoado São Raimundo (Urbano Santos) e a outra do Baixão da Coceira (Santa Quitéria), estas que vem enfrentando desafios contra o impacto ambiental e combatendo latifundiários. Quero ainda saudar nesse breve texto a pessoa do Irmão Francisco do Povoado Bracinho (Anapurus) -, figura destacada na resistência contra os sistemas opressores da Suzana em sua comunidade tradicional. Além destes foram muitos que contribuíram e vem contribuindo pelo nosso grande projeto de defesa do DESENVOLVIMENTO RURAL SUSTENTÁVEL. O Baixo Parnaíba tem donos e essas sombras são ancestrais, os donos do Baixo Parnaíba somos nós: TRABALHADORES (AS) RURAIS, RIBEIRINHOS, PESCADORES, COLETORES, DEFENSORES DE NOSSOS TERRITÓRIOS LIVRES. Nossa luta nunca vai parar, temos que  dar as mãos contra o impacto que assola não apenas nossa querida e amada região, mas o Maranhão, o Brasil... o Planeta Terra. Queremos equilíbrio nas relações climáticas. Queremos justiça, queremos, titulação, desapropriação, regularização, arrecadação de nossas terras, queremos sobretudo REFORMA AGRÁRIA E LIBERDADE.

José Antonio Basto
*militante dos direitos humanos
Urbano Santos/MA - 09/04/2014

MPF/MA propõe ação civil pública para coibir prática de mineração em área quilombola


(07/04/2014)A comunidade de Miranda, no município de Rosário (MA), vem sendo impactada com a exploração minerária, causando prejuízos à saúde e segurança dos moradores e ao meio ambiente
O Ministério Público Federal (MPF/MA) propôs ação civil pública, com pedido de liminar, contra o Maranhão e três empresas de mineração, que atuam em área quilombola. As empresas foram licenciadas de forma irregular, sem a exigência de Estudo de Impacto Ambiental (EIA).
As empresas utilizam-se da exploração mineral mediante o uso de explosivos para a retirada das rochas, gerando transtornos à população com prejuízos às suas moradias, à segurança e à saúde, danos que foram constatados em vistorias feitas pela Defesa civil do Estado.
Na ação, o MPF/MA requer a suspensão de atividades das empresas mineradoras sob pena de multa de R$ 50.000 (cinquenta mil reais) por dia de descumprimento, vedando imediatamente a realização de detonação de explosivos e o transporte de rochas além da recuperação das áreas degradadas, bem como aos prejuízos causados à comunidade.
Em relação ao Estado do Maranhão, por meio da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos naturais (Sema), o MPF requer a suspensão das licenças ambientais relativas aos empreendimentos de mineração na comunidade de Miranda, não permitindo a concessão ou renovação de licenças ambientais na localidade, além da exigência de Estudo de Impacto Ambiental (EIA) em todos os empreendimentos.
 
Assessoria de Comunicação
Procuradoria da República no Maranhão

segunda-feira, 7 de abril de 2014

VEREADORA VANUSA FLORA, DENUNCIA O DESMATAMENTO EM BURITI DA INÁCIA VAZ NO BAIXO PARNAIBA

A vereadora de Buriti da Inácia Vaz, Vanusa Flora do PC do B, através de seu facebook denunciou um desmatamento desenfreado que estava acontecendo nas poucas matas que ainda restam em Buriti da Inácia Vaz, na região do Baixo Parnaíba.
A edil comunista que é também é sindicalista na condição de ambientalista e fazendo o seu papel de vereadora da qual os buritienses confiaram a ela, expressa sua revolta e explica a forma como ela agiu para coibir a ação criminosa.
 Veja o que postou a vereadora Vanusa Flora, em seu Face.




COMO VEREADORA PROCUREI A DELEGACIA REGISTREI UM BO PROCUREI O PRESIDENTE DO SINDICATO DOS TRABALHADORES RURAIS ANTONIO FLORA , PROMOTOR DE JUSTIÇA DR CLODOALDO E O MESMO AUTORIZOU O COMANDANTE WERBERT COM MAIS UM POLICIAL, PARA BARRAR O DESMATAMENTO DESORDENADO . SEGUNDO O REPRESENTANTE DA EMPRESA MARGUSA AFIRMOU QUE O RESPONSÁVEL É O SR JORDAM RESIDENTE EM ANAPURUS. SEJA UM FISCAL DAS POUCAS FLORESTAS QUE RESTA EM BURITI E NO BRAZIL. BURITI FAZ PARTE DA ARPA. DEVEMOS PROTEGER NOSSOS RIOS RIACHOS E GARAPES, DO CONTRARIO TEREMOS SECA NO FUTURO.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

SEIR DISCUTE CONFLITO NA COMUNIDADE QUILOMBOLA DE ONÇA COM DPE E DELEGACIA AGRÁRIA

Com o objetivo de discutir e definir
estrate gias de assessoramento para a
situaça o de conflito na comunidade
quilombola de Onça, localizada no
municí pio de Santa Ine s/MA, o assessor
Hesau Ro mulo Pinto, representou a SEIR ,
nas reunio es realizadas , no dias 07,
com a participaça o dos representantes da
Defensoria Pu blica do Estado (DPE),
Emanuel Accioly e Viní cius Goulart e no
dia 10 de fevereiro de 2014, com o
delegado Agra rio do Maranha o, Carlos
Augusto Coelho.