Brasília (Agência Prodetec) - Item destacado na pauta de vários
estados da região, as commodities agrícolas perderam terreno nas
exportações do Nordeste, em 2013. Considerado o conjunto das 40 maiores
empresas exportadoras regionais, de sete grupos do segmento de grãos
apenas um teve desempenho positivo. Os demais reduziram suas vendas
externas no ano, totalizando 37% no caso da gigante Cargill. De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), as seis empresas somaram exportações de US$ 1,7 bilhão, dos quais US$ 1,1 bilhão a cargo da Bunge (US$ 752 milhões) e Cargill (US$ 421 milhões). Em 2013, as duas perderam posição na pauta regional comparativamente ao ano anterior. Outras quatro registraram volume de vendas bem abaixo das lideres e quedas no faturamento em relação a 2012. A ADM exportou US$ 200 milhões, com decréscimo de 22,4% sobre 2012, contra US$ 168 milhões da Amaggi &LD, queda de 17%. A SLC, por sua vez, alcançou vendas totais de US$ 98 milhões (- 8,5%) ante US$ 97 milhões da Los Globo (Mitsubishi), redução de 32,2% sobre 2012. O desempenho positivo no setor ficou por conta do grupo ABC (INCO) com vendas externas de US$ 102 milhões, 22% a mais que em 2012. As receitas desses grupos são obtidas a partir de suas atividades em basicamente três estados do Nordeste: Bahia, Maranhão e Piauí. ![]() |
sexta-feira, 11 de abril de 2014
NORDESTE. GIGANTES DO SETOR DE GRÃOS REDUZIRAM EXPORTAÇÕES
Prefeitura de Chapadinha em parceria com o Pronatec/ SENAR forma mais uma turma de irrigação na região do povoado Boa Hora.
A explicação à beira do Rio Munim foi o encerramento de um ciclo de
aulas teóricas que a partir de agora os alunos do curso de irrigação do
Pronatec/ Senar em parceria com a Prefeitura de Chapadinha, através da
secretaria de assistência social, passam a gerenciar o próprio negócio.
Foram duas semanas de atividades onde eles aprenderam a instalar o
equipamento que vai auxiliar na horta sem a necessidade de chuva para
produzir.
Através de um sistema simples, utilizando uma bomba
monofásica, é possível irrigar uma área com mais de 150 metros de
distância da produção, no povoado Boa Hora a uma altura de oito metros
do local rio até a horta.
Do rio para o local de cultivo, só aqui
neste pequeno terreno foram plantadas há três dias várias culturas,
entre elas: a cebolinha, coentro, pimentão e novas culturas como a
cenoura, beterraba e abobrinha. Tudo isso graças a implementação de um
sistema simples de irrigação localizado conhecido por micro-extensão,
que mantem o terreno úmido sendo ligado duas vezes por dia, levando em
média 30 minutos. Os alunos aprenderam desde a instalação dos canos,
calcular a vasão, pressão e volume de água por metro quadrado e o
principal: a diferença entre molhar e irrigar.
“ Esse sistema
traz vários benefícios, entre eles a quebra da sazonalidade, ou seja, o
homem do campo vai poder produzir o ano todo sem depender exclusivamente
da chuva. Molhar um terreno é muito fácil, mas irrigar e trazer água
na quantidade certa, que a planta necessita exige calculo e técnica.
Posso afirmar que esses alunos aprenderam muito bem a lição e estão
aptos a ingressarem no mercado de trabalho. Hoje temos muitos
profissionais qualificados para a área”, afirmou o engenheiro agrônomo e
instrutor curso, Ricardo Lucas Bastos Machado.
A região
escolhida para ser ministrado o curso é agraciada por ter o rio bem
próximo. Isso facilita os trabalhos dos novos técnicos em irrigação que
já fazem planos para o futuro. Galdêncio, é morador da região, tem
apenas 18 anos, e já participou de dois cursos de qualificação. O
primeiro foi de Hortaliça e com mais este de irrigação, o jovem
pretende aumentar a área já cultivada e num prazo de 60 dias começar a
colher os frutos do trabalho.
“ Nessa área aqui não era
cultivado nada. E agora temos tudo isso! Eu já tinha visto alguns
exemplos desse sistema e com o curso de hortaliça e agora de irrigação
melhorei muito o meu currículo. Eu aprendi a diversificar a plantação e
em 60 dias vamos vender obtendo bons lucros. Não vamos ficar só nisso,
não. Vamos aumentar nossa área”, disso o aluno Galdêncio Nascimento de
Albuquerque.
Levar conhecimento para outras localidades e assim
melhorar a vida de toda a comunidade é o objetivo do aluno Antônio
Sousa. Ele é do povoado Santana, que fica na reserva extrativista
Chapada Limpa, área que vai receber o projeto alimentar II da prefeitura
de Chapadinha. O lavrador conta que não tinha conhecimento de como
funcionava o sistema de micro-extensão, mas depois das aulas, se sente
preparado para ajudar a comunidade com a implantação do projeto que vai
beneficiar a todos.
“ Eu não tinha conhecimento de como
funcionava, mas hoje eu já sei e vou levar esse conhecimento para minha
região. Agora eu sei que podemos produzir o ano inteiro e não vamos mais
ficar dependendo só das chuvas. Estou preparado para ajudar na
implantação do projeto alimentar II que vai para minha comunidade. Esse
curso foi minha primeira oportunidade de qualificação e aproveitei muito
bem”, disse o aluno Antônio Sousa Nunes.
Vê a alegria dos
jovens técnicos que estão se formando e fazendo planos para melhorar a
vida deles e de suas comunidades é o resultado do empenho do governo de
Ducilene Belezinha, que tem buscado parcerias para levar a qualificação
profissional ao homem do campo fazendo com que ele fique em sua região
produzindo cada vez melhor e em maior quantidade.
É o caso de seu
Alípio, que participou das aulas de hortaliça orgânica no ano passado,
lá no povoado Mangabeira. Hoje o lavrador em parceria com mais outros
vizinhos já contabilizam os números. A colheita da mandioca, prevista
para daqui um ano, subiu para quase 30 toneladas e o sistema empregado a
foi o de fileira simples. O milho em menos de três meses já vai ser
vendido. Mudança que o lavrador comemora graças ao apoio do governo
municipal, com envio de máquinas e técnicos para o local.
“ A
gente conseguiu aperfeiçoar o conhecimento que já tinha. Aqui são dois
hectares de área plantada que antes não rendia o que estamos calculando
colher. Vão ser quase 30 toneladas de mandioca e o dobro que já colhemos
de milho. Graças a nova técnica de plantio e também ao apoio da
secretaria de agricultura de Chapadinha”, disse o lavrador Alípio José
Rodrigues.
“ Aqui nós destacamos o sistema que eles estão
utilizando. A gente vê um sistema simples que não precisa de muitas
máquinas e que está dando certo. Antes eles plantavam mandioca e milho
tudo junto e um acabava atrapalhando a outra. Mas aqui tá tudo
organizado e eles vão lucra muito mais”, afirmou o monitor e coordenador
da Casa Familiar Rural, Francinaldo Lima de Araújo.
E o apoio
ao homem do campo não para por aí. Mais cursos já foram compactuados
para a zona rural e em breve a prefeitura vai anunciar quais regiões
serão beneficiadas. O objetivo é transformar Chapadinha em um município
produtor e estimular a permanência do homem do campo em seu local de
trabalho com dignidade e qualidade de vida.
ASCOM/PMC
quarta-feira, 9 de abril de 2014
A soberania dos camponeses no Baixo Parnaíba Maranhense contra o impacto ambiental do eucalipto e da soja
Lembro que em 2006, participei do grande
encontro de comunidades em defesa do Baixo Parnaíba Maranhense, sediado na
Comunidade Quilombola de Bom Sucesso dos Pretos município de Mata Roma-MA, onde
foi debatido questões relacionadas à soberania dos trabalhadores rurais contra
o impacto ambiental do eucalipto e soja. Um evento caloroso com participação de
vários seguimentos dos movimentos de direitos humanos e da vida. Sabe-se que as
comunidades tradicionais do Baixo Parnaíba desde o inicio da década de 80 que
vem enfrentando batalhas contra a empresa Suzano Papel e Celulose e grupos de
gaúchos vindos de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, tanto a Suzano
quanto os gaúchos são responsáveis pelo atraso do projeto de Reforma Agrária e
Desenvolvimento Rural Sustentável em nossa região. Os camponeses são os
verdadeiros herdeiros dessas terras, pois desde tempos históricos remontando
ainda o período dos índios Tremembés que eles já caçavam o tatu, peba, cotia,
veado e pássaros; pescavam cará, piaba, traíra, jacundá, catana e viviam do
extrativismo do bacuri e pequi além de muitos outros frutos do cerrado. Mas
lembrando que nada disso era predatório e sim eles praticavam esses ofícios
pela sobrevivência das famílias sucedendo então essa cultura aos habitantes que
aqui chegaram como retirantes das secas do Ceará e Piauí, conjunto que formou
nossa gente. Quando apareceu a febre do eucalipto na região, tudo foi mudando,
o cenário cultural em especial fauna e flora sofreram alterações drásticas em
todos os sentidos. Esse ato da Suzano e dos grupos de gaúchos que agora aqui
estão é inaceitável. Os grandes campos de eucaliptos que cobre os territórios
de Urbano Santos, Santa Quitéria, Chapadinha, Mata Roma e tantos outros
municípios é um cenário difícil de se ver, infelizmente, são chamados “monstros verdes”. Os rios de Urbano
Santos Mocambo e Boa Hora por exemplo já não respiram mais oxigênio puro, suas
águas secaram e seus peixes desapareceram totalmente; como diz o camponês
ribeirinho Sr. Canário do Povoado Pequi: “No
Rio Mocambo agora não se pega piaba nem pra fazer remédio.” Um problema que
deve ser observado além das lutas dos trabalhadores rurais, entregues portanto
os órgãos competentes com o intuito de dirigir
sua ótica à esses desacatos aos direitos humanos e da vida. Relembrando fatos
importantes de acontecimentos históricos de trabalhadores rurais em defesa de
suas terras, podemos rever os capítulos gloriosos do Assentamento Mangueira
(Urbano Santos), onde ainda no inicio de 80, as lideranças na pessoa do Sr.
Manuel Américo enfrentaram a Suzano -, no tempo conhecida como Florestal LTDA,
que tentava tomar e grilar as terras da associação na época, há noticias de que
até tiros foram disparados para intimidar a comunidade que depois de muitas
lutas conseguiram as arrecadações e regularizações fundiárias. Para acentuar
ainda é importante frisar figuras de resistências como as “FRANCISCAS”, uma do Povoado São Raimundo (Urbano Santos) e a outra
do Baixão da Coceira (Santa Quitéria), estas que vem enfrentando desafios
contra o impacto ambiental e combatendo latifundiários. Quero ainda saudar
nesse breve texto a pessoa do Irmão Francisco do Povoado Bracinho (Anapurus) -,
figura destacada na resistência contra os sistemas opressores da Suzana em sua
comunidade tradicional. Além destes foram muitos que contribuíram e vem
contribuindo pelo nosso grande projeto de defesa do DESENVOLVIMENTO RURAL SUSTENTÁVEL. O Baixo Parnaíba tem donos e
essas sombras são ancestrais, os donos do Baixo Parnaíba somos nós:
TRABALHADORES (AS) RURAIS, RIBEIRINHOS, PESCADORES, COLETORES, DEFENSORES DE
NOSSOS TERRITÓRIOS LIVRES. Nossa luta nunca vai parar, temos que dar as mãos contra o impacto que assola não
apenas nossa querida e amada região, mas o Maranhão, o Brasil... o Planeta
Terra. Queremos equilíbrio nas relações climáticas. Queremos justiça, queremos,
titulação, desapropriação, regularização, arrecadação de nossas terras,
queremos sobretudo REFORMA AGRÁRIA E LIBERDADE.
José
Antonio Basto
*militante
dos direitos humanos
Urbano
Santos/MA - 09/04/2014
MPF/MA propõe ação civil pública para coibir prática de mineração em área quilombola
(07/04/2014)A comunidade de Miranda, no município de Rosário (MA), vem sendo impactada com a exploração minerária, causando prejuízos à saúde e segurança dos moradores e ao meio ambiente
As empresas utilizam-se da exploração mineral mediante o uso de explosivos para a retirada das rochas, gerando transtornos à população com prejuízos às suas moradias, à segurança e à saúde, danos que foram constatados em vistorias feitas pela Defesa civil do Estado.
Na ação, o MPF/MA requer a suspensão de atividades das empresas mineradoras sob pena de multa de R$ 50.000 (cinquenta mil reais) por dia de descumprimento, vedando imediatamente a realização de detonação de explosivos e o transporte de rochas além da recuperação das áreas degradadas, bem como aos prejuízos causados à comunidade.
Em relação ao Estado do Maranhão, por meio da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos naturais (Sema), o MPF requer a suspensão das licenças ambientais relativas aos empreendimentos de mineração na comunidade de Miranda, não permitindo a concessão ou renovação de licenças ambientais na localidade, além da exigência de Estudo de Impacto Ambiental (EIA) em todos os empreendimentos.
Assessoria de Comunicação
Procuradoria da República no Maranhão
segunda-feira, 7 de abril de 2014
VEREADORA VANUSA FLORA, DENUNCIA O DESMATAMENTO EM BURITI DA INÁCIA VAZ NO BAIXO PARNAIBA
A vereadora
de Buriti da Inácia Vaz, Vanusa Flora do PC do B, através de seu facebook
denunciou um desmatamento desenfreado que estava acontecendo nas poucas matas
que ainda restam em Buriti da Inácia Vaz, na região do Baixo Parnaíba.
A edil
comunista que é também é sindicalista na condição de ambientalista e fazendo o
seu papel de vereadora da qual os buritienses confiaram a ela, expressa sua
revolta e explica a forma como ela agiu para coibir a ação criminosa.
Veja o que postou a vereadora Vanusa Flora, em
seu Face.
COMO
VEREADORA PROCUREI A DELEGACIA REGISTREI UM BO PROCUREI O PRESIDENTE DO
SINDICATO DOS TRABALHADORES RURAIS ANTONIO FLORA , PROMOTOR DE JUSTIÇA
DR CLODOALDO E O MESMO AUTORIZOU O COMANDANTE WERBERT COM MAIS UM
POLICIAL, PARA BARRAR O DESMATAMENTO
DESORDENADO . SEGUNDO O REPRESENTANTE DA EMPRESA MARGUSA AFIRMOU QUE O
RESPONSÁVEL É O SR JORDAM RESIDENTE EM ANAPURUS. SEJA UM FISCAL DAS
POUCAS FLORESTAS QUE RESTA EM BURITI E NO BRAZIL. BURITI FAZ PARTE DA
ARPA. DEVEMOS PROTEGER NOSSOS RIOS RIACHOS E GARAPES, DO CONTRARIO
TEREMOS SECA NO FUTURO.
quinta-feira, 3 de abril de 2014
SEIR DISCUTE CONFLITO NA COMUNIDADE QUILOMBOLA DE ONÇA COM DPE E DELEGACIA AGRÁRIA
Com o objetivo de discutir e definir
estrate gias de assessoramento para a
situaça o de conflito na comunidade
quilombola de Onça, localizada no
municí pio de Santa Ine s/MA, o assessor
Hesau Ro mulo Pinto, representou a SEIR ,
nas reunio es realizadas , no dias 07,
com a participaça o dos representantes da
Defensoria Pu blica do Estado (DPE),
Emanuel Accioly e Viní cius Goulart e no
dia 10 de fevereiro de 2014, com o
delegado Agra rio do Maranha o, Carlos
Augusto Coelho.
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