segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Mestrado em Recursos Naturais do Cerrado

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Qui, 03 de Janeiro de 2013 10:38
A Universidade Estadual de Goiás abriu as inscrições para o processo seletivo no Mestrado em Recursos Naturais do Cerrado (RENAC).

O objetivo do curso é formar recursos humanos altamente qualificados e com uma visão interdisciplinar para as questões ambientais do Cerrado, bem como capacitar esse profissional para atuar no magistério e nas empresas.

Serão ofertadas 19 vagas.

As inscrições vão até o dia 1º de fevereiro de 2013 e deverão ser feitas pessoalmente, por procuração ou pelos Correios, via SEDEX.

Mais informações:

ministério público do maranhão e a suzano

http://diretodaaldeia.blogspot.com.br/2012/12/suzano-paga-orquestra-de-encontro-do.html

sábado, 5 de janeiro de 2013

Projetos agroextrativistas na linha de frente da agricultura familiar




Projetos agroextrativistas na linha de frente da agricultura familiar – Baixo Parnaiba maranhense – Urbano Santos, Santa Quiteria, Buriti, São Bernardo e Barreirinhas. O Cerrado e as comunidades agroextrativistas desfazem, de pouquinho em pouquinho, a pretensão de que basta desenhar uma figura geométrica sobre um papel e tem-se uma propriedade na Chapada. Antes que as monoculturas se achegassem ao Cerrado, as comunidades intuíam os seus limites a partir da utilização dos recursos naturais na Chapada e nos Baixões. Com a chegada das monoculturas da soja e do eucalipto, esses anos, em que as comunidades fruíam dos recursos naturais, viraram um mero assovio. A pessoa assovia para se apegar a ou para se desapegar de algo? O assovio se desapega das intenções. O canto difere do assovio porque requer uma elaboração consistente e porque é eivado de intenções conscientes e inconscientes. A Francisca, presidente da associação do povoado São Raimundo, município de Urbano Santos, desceu cedo para Anajás do Garces, município de Barreirinhas, naquela manhã de junho de 2010. Ela atendia um pedido do Fórum Carajás. Algumas comunidades do interior de Barreirinhas, situadas ao longo da bacia do rio Jacu, fizeram as empresas terceirizadas da Margusa recuarem em seus propósitos de desmatarem parte da Chapada localizada no município de Barreirinhas. Os moradores do Café sem Troco, município de Urbano Santos, aceitaram os desmatamentos e os plantios de eucalipto que beiram suas casas. As intenções das empresas de reflorestamento se delineavam a cada compra de terra e a cada desmatamento da Chapada. As empresas se sentiam como a linha de frente que desobstruiria todo e qualquer obstáculo aos seus projetos de comportarem milhares de hectares dentro de si. Em muitos casos, as comunidades do Baixo Parnaiba maranhense sempre deram exemplos de insubordinação a esse tipo de projetos e o caso das comunidades do rio Jacu reiterou essa impressão de desobediência ambiental.  O Edvan Garcês, morador do Anajás, convocou um grande seminário que se realizaria em frente a sua casa. Assim como a Francisca de São Raimundo, lideranças de comunidades, de várias partes de Barreirinhas, precipitaram-se para Anajás. Elas evocaram suas lutas contra a grilagem de terras. Diferente dos demais, a Francisca cantou duas músicas sobre meio ambiente. Como não se maravilhar com aquele canto? A linha de frente mudara de lado ao sabor da voz de Francisca do povoado São Raimundo. 
Mayron Régis

Moradores de área da Refinaria Premium, denunciam violações de Direitos Humanos

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www.ViasdeFato.jor.br


 Foi realizada no dia 17 de dezembro, na cidade de Bacabeira a segunda audiência Pública para tratar da situação de conflito agrário envolvendo 500 famílias da comunidade Santa Quitéria, localizada em frente ao local onde há uma remota promessa de construção da Refinaria Premium, da Petrobrás. Mais de mil pessoas participaram da audiência.
Moradores denunciaram  constantes violações de direitos humanos e a escandalosa especulação imobiliária por parte de pessoas interessadas na mina de ouro que  se tornou o negócio. Para se ter uma idéia, um lote comprado por menos de 20 mil, está sendo vendido por 450 mil reais.
Segundo a comunidade, o Sr. Hernesto Vieira com a conivência da polícia militar, tem se apresentado como representante de uma empresa que seria proprietária da área e causado pânico entre a população, fazendo derrubadas de casas, tocando fogo, proibindo qualquer reforma  e ameaçando de morte os moradores .
O Sr. Carlos Alves, de 70 anos, denuncia que foi preso em sua residência porque tinha comprado um material para reforma.
Segundo seu Alves, um capataz do Sr. Hernesto foi até sua casa, com um documento em nome de outra pessoa exigindo que ele assinasse. Ele disse que não assinaria nem se estivesse em seu nome, quanto mais em nome de outrem. Além disso,  ele havia feito uma cirurgia nos olhos e não estava enxergando direito. O capataz então mandou que ele colocasse a digital, no que ele se recusou, dizendo que  não era  analfabeto. “ Quando vi, foi um oficial de justiça de nome André,  chegando aqui na minha casa com 2 viaturas cheias de policiais, me jogaram dentro do camburão, me prenderam e levaram meu material. Eu nunca tinha visto um simples oficial de justiça dar voz de prisão”   disse revoltado seu Alves.
 A dona de casa, Silvia da Glória, relatou que estava construindo um baldrame em sua casa quando a polícia a mando do Sr. Hernesto,  a levou presa para a delegacia. O oficial de Justiça André, disse ainda que estava esperando reforço policial de Barreirinhas, Morros e Axixá para derrubar as casas. Os moradores então, se reuniram e fizeram um protesto fechando a avenida.
 A revolta dos moradores aumentou ainda mais com as obras em pleno vapor de  um hotel  no valor de 10 milhões de reais, de um grupo da Bahia, com total aval da justiça.
‘Quer dizer que eles podem construir e nós não podemos sequer tirar uma goteira ou construir um banheiro na nossa casa” lamenta o Presidente da Associação de Moradores José Ribamar Alves (babá).
 “Nem o pastor da igreja escapou da violência desses capangas que juntamente com a Polícia Militar invadiram a igreja Assembléia de Deus em pleno horário de culto e levaram o Pr. Douglas.” Relatou um morador.

Após debate entre as autoridades presentes, organizações da sociedade civil e lideranças da comunidade, ficou decidido que:
 No dia 04 de fevereiro de 2013, às 15h, será realizada uma caminhada, que sairá da igreja em frente a área da Refinaria até a sede do município.
Na segunda quinzena de fevereiro o Iterma fará o geo-referenciamento e a plotagem da área.
No dia 19 de março, ás 9h, será realizada uma audiência pública na Câmara Municipal de Bacabeira para alterar o Plano diretor que caracteriza a área como  Zona de Expansão Urbana para Zona Epecial de Interesse Social. (ZEIS3)
Ao final da audiência uma comissão, formada por advogados e lideranças locais, se dirigiram até a comarca de Rosário onde foram recebidos pela juíza Rosângela Macieira que manifestou interesse de uma resolução pacífica, pedindo aos advogados que informem sobre qualquer abuso e atos de violência praticados contra os moradores.
Participaram da audiência: Deputado Bira do Pindaré,  Rafael Silva (CDH-OAB), José Roberto (representante do Iterma), José Ribamar Costa (Presidente da Associação de Moradores), José Venâncio (atual prefeito),Alan Linhares (prefeito eleito) e vereadores do município.
viasdefato.org.br

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Relatório de atividades Programa Territorios Livres do Baixo Parnaiba

1- Produção de mudas de espécies nativas nos povoados de São Raimundo, em Urbano Santos; Coceira, em  Santa Quiteria, e Carrancas,  em Buriti.


2-Projetos de manejo de bacuri em São Raimundo e Bom Principio, Mangabeirinha, e  Juçaral em Urbano Santos; Coceira,  Baixão da Coceira, Pau Serrado, em  Santa Quitéria, e Carrancas, em Buriti.

3-Acompanhamento dos processos de licenciamento ambiental da Suzano, Papel e Celulose e outros projetos de larga escala na região.


4-      Acompanhamento de ações da reforma agrária em São Raimundo, Bom  Principio e Bracinho, em Urbano Santos; Polo Coceira e Vertentes, em Santa Quiteria;  Pequizeiro, em Belágua;  Santa Helena, Milagres,  Guarimã e Mangueira, em Chapadinha.

5-       Assessoramento a pequenos e médios proprietários na luta pela manutenção de suas terras em Guariba gorda, Urbano Santos, e Carrancas, Buriti de Inácia Vaz.


6-      Elaboração de conteúdo do programa Territórios Livres no Baixo Parnaíba Maranhense para os sites das organizações parceiras, programas de rádio, panfletos, livro, mídia em geral, blog, site institucional.

7-      Elaboração de projeto para Galpões de Galinha caipira em Surrão, São Raimundo, Mangabeirinha, Juçaral, Bom Principio e Bracinho, em Urbano Santos;  Pau Serrado, Coceira, Baixão da Coceira, Lagoa das Caraíbas, São José, Cana Brava e Vertentes, em  Santa Quiteria; Belem e Carrancas,  em Buriti e Anajás dos Garces, Bartolomeu e Onça, em Barreirinhas.

8-      Criação do comitê de bacia do Rio Munim e discussão preliminar para articulação da sociedade civil pela criação do comitê do rio Preguiças.



9-      Elaboração, divulgação e publicação de matérias e denúncias de violações da Suzano, Papel e Celulose e outras empresas no Baixo Parnaíba; Produção de artigos sobre o Baixo Parnaíba.

10-   Participação em reuniões do Conselho Estadual de Recursos Hídricos - CONERH para discussão sobre comitês de bacia do Rio Munim e Preguiças nas reuniões do GT que trata dos comitês e participação na construção do Plano Nacional de Recursos Hídricos que tratou da Bacia Nordeste e suas prioridades; Participação na criação do comitê de bacia do Rio Munim; Participação em seminários (Santa Quiteria e São Bernardo); Participação no Encontro de Comunidades do Baixo Parnaíba em Barreirinhas.

11-   Denúncia sobre violações cometidas pela empresa Suzano, Papel e Celulose às Comunidades Rurais no Baixo Parnaíba junto ao Fórum da Amazônia Sustentável – FAS, Rede contra o Deserto Verde e a Rede Mata Atlântica. Acompanhamento de conflitos socioambientais em São Raimundo,  Bom Principio e Bracinho, Urbano Santos;  Polo Coceira, Pau Serrado e Vertentes, Santa Quitéria, Formiga, Anapurus; Carrancas, Buriti,; Enxu, São Bernardo, Polo Anajás, Passagem do Gado e Mamede II, Barreirinhas; Pequizeiro, Belágua e Mangueira, Chapadinha.

Iterma beneficia famílias assentadas de Barreirinhas


SÃO LUÍS - Famílias que integram Projetos de Assentamento do Programa de Reforma Agrária do governo do Estado, no município de Barreirinhas, distante 270 quilômetros de São Luís, foram beneficiadas neste final de ano com a entrega de 105 Declarações de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar - Pronaf (DAP). O benefício foi entregue pelo Instituto de Colonização e Terras do Maranhão (Iterma), órgão vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social e Agricultura Familiar (Sedes).
A DAP é utilizada como instrumento de identificação do agricultor familiar para acessar políticas públicas governamentais. Em Barreirinhas foram contemplados os Projetos de Assentamentos Canoas, Tiririca, Santa Rosa, Guaribinha, Mangas, Baixão dos Paulinos e Manoelzinho, possibilitando a essas famílias o acesso a vários benefícios. Entre eles, os créditos do Pronaf A e A/C, destinados a assentados da reforma agrária.
De acordo com o diretor de Assentamento e Desenvolvimento Rural do Iterma, Levi Pinho Alves, o Instituto busca, por meio da emissão dessas DAPs, fortalecer o processo de desenvolvimento das áreas de assentamento de reforma agrária. “O objetivo é aumentar a produção e comercialização nos assentamentos por meio do acesso aos Programas de Aquisição de Alimentos (PAA) ou Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), elevando a renda das famílias e, consequentemente, a melhoria da qualidade de vida”, disse Levi.
Segundo o presidente do Iterma, Luiz Alfredo Soares da Fonseca, desde 2010 não eram emitidas DAPs para os Projetos de Assentamento do Estado, o que só voltou a acontecer após assinatura de um termo de cooperação entre o órgão e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), uma vez que compete ao mesmo a emissão da declaração.
“Este termo de cooperação nos possibilitou a emissão de DAP para os assentados de Projetos Estaduais de Reforma Agrária, já que o Iterma tem uma demanda reprimida de 2 mil Declarações de Aptidão ao Pronaf, acumuladas nos anos de 2010, 2011 e 2012. Essas DAPs entregues em Barreirinhas possibilitarão a contratação de créditos do Pronaf da ordem de R$ 2.257.000,00, fortalecendo a economia local e promovendo o desenvolvimento dos assentamentos”, declarou o presidente do Iterma.
As informações são da Secom do governo do Estado.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Excesso de oferta desafia mercado de celulose



TATIANA FREITAS DE SÃO PAULO Depois de investir alto na expansão da capacidade para produção de celulose, empresas brasileiras podem demorar mais que o previsto para recuperar o capital. Cerca de R$ 12 bilhões estão sendo destinados aos dois maiores projetos do setor no mundo até aqui: a fábrica da Eldorado em Três Lagoas (MS), inaugurada em dezembro, e a da Suzano em Imperatriz (MA), que começa a operar no fim deste ano. Editoria de Arte/folhapress Com capacidade para produzir 1,5 milhão de toneladas de celulose em cada unidade, o Brasil responderá por cerca de 70% da oferta adicional da commodity no mundo entre 2013 e 2014. O crescimento não para por aí. Em dezembro, a Celulose Riograndense confirmou a expansão de sua fábrica em Guaíba (RS), que consumirá R$ 4,9 bilhões em recursos. A capacidade passará das atuais 450 mil toneladas por ano para 1,75 milhão de toneladas ao ano em 2015. O apetite das indústrias, no entanto, pode provocar sobra de celulose em 2013 e 2014, reduzindo os seus preços. "O mercado corre o risco de excesso de oferta", afirma Wemerson França, economista da LCA. Enquanto a demanda mundial por celulose deve crescer aproximadamente 1 milhão de toneladas por ano entre 2013 e 2014, a quantidade de produto disponível aumentará 2 milhões de toneladas a cada ano, estima Juan Tavarez, analista do Citi. A crise na Europa, principal destino das exportações brasileiras de celulose, com 45% do total, e a desaceleração econômica na China, responsável por outros 26%, atrapalham o crescimento do consumo mundial. Com a oferta maior do que a demanda, a queda das cotações será inevitável. "Os preços devem cair 2% em 2013 e 9% em 2014", diz Tavarez. ESPERANÇA CHINESA Para absorver a produção, as empresas apostam no processo de urbanização chinês e no maior consumo de papel que ele deve provocar. "O potencial de crescimento na China é enorme", afirma Alexandre Yambanis, diretor da Suzano. Segundo ele, o consumo per capita de papel para fins sanitários é de 2,5 quilos por ano na China, enquanto a média dos países ocidentais está entre 20 quilos e 25 quilos por pessoa ao ano. Como a celulose de eucalipto, produzida no Brasil, é a mais indicada para a fabricação desse tipo de papel, as empresas acreditam no aumento da participação do Brasil no mercado mundial. A Eldorado trabalha com uma estimativa de crescimento anual entre 2% e 2,5% na demanda mundial por celulose nos próximos anos. "Isso significa uma demanda adicional entre 1 milhão e 1,5 milhão de toneladas por ano. É como se a cada ano uma fábrica do porte da Eldorado tivesse de ser construída", diz o presidente da empresa, José Carlos Grubisich.

Leia mais em: http://noticias.bol.uol.com.br/economia/2013/01/02/excesso-de-oferta-desafia-mercado-de-celulose-em-2013.jhtm