quinta-feira, 8 de março de 2012

consumo de carne na Alemanha afeta ecossistema brasileiro, diz WWF

Data: 08/03/2012
Autor(es): Mariana Santos
Meio Ambiente

Segundo um estudo da ONG, grande parte da soja usada na alimentação dos animais criados para abate na Alemanha vem do Brasil, o que estaria incentivando o desmatamento da Amazônia e do cerrado. 

Alemanha importa soja para garantir abastecimento de carne


A fome dos alemães por carne tem contribuído para o desmatamento da floresta Amazônica e do cerrado brasileiro.  A conclusão faz parte do estudo intitulado "Carne devora terra", divulgado pela seção alemã da ONG WWF nesta quinta-feira (13/10) em Berlim.

Para atender à demanda anual de 60 quilos de carne per capita na Alemanha, é preciso plantar 1,6 milhão de hectares de soja – pouco mais de duas vezes e meia o tamanho do Distrito Federal.

A soja é um dos principais componentes na alimentação de porcos, frangos e bois criados na Alemanha para abate.  E o país não dispõe de espaço – uma área equivalente ao tamanho da Áustria, segundo o levantamento – para produzir todo o grão consumido por estes animais.  Por isso, o país importa 6,4 milhões de toneladas de derivados de soja.

O estudo adverte que o alto consumo de carne no país – conhecido pela enorme variedade de salsichas e pratos à base de carne suína – vem ameaçando os ecossistemas na América do Sul, especialmente no Brasil.  Os alemães consomem quase o dobro da quantidade de carne recomendada pela Sociedade Alemã de Nutrição (DGE, sigla em alemão).


Alemães consomem 60 kg de carne por ano


"Mais de três quartos da soja importada pela Alemanha vêm da América do Sul, onde a produção ameaça regiões ecológicas únicas, como o cerrado, com sua enorme variedade de espécies", afirma Tanja Dräger de Teran, da WWF alemã.

Soja sul-americana

O estudo revela ainda que entre 2008 e 2010 a União Europeia importou 35 milhões de toneladas de soja ou seus derivados – sendo 88% da importação líquida vindos da América do Sul, principalmente da Argentina e do Brasil.  Para atender a esta demanda, segundo cálculos da ONG, foi necessário o plantio de soja em 13 milhões de hectares de solo sul-americano – sendo 6,4 milhões de hectares apenas em terras brasileiras.

Uma parte considerável da área cultivada com soja no Brasil e na Argentina é destinada à demanda europeia.  Segundo o levantamento da WWF, entre 2008 e 2010, cerca de 30% dos 22 milhões de hectares de terras brasileiras cultivadas com o grão atenderam aos europeus.

"Dos mais de 6 milhões de toneladas de soja que a Alemanha importa ao ano, 79% são usados na alimentação de animais", ressalta Dräger de Teran.

Demanda crescente

Em todo o mundo, com exceção da África, vem aumentando a demanda por carne.  Em quase 50 anos, a produção mundial quadruplicou: saltou de 70 milhões para 300 milhões de toneladas entre 1961 para 2009.  Dräger de Teran destaca que, embora a carne não chegue a representar um quinto dos alimentos consumidos no mundo, a pecuária é hoje o maior ocupante de terras.

A soja é usada na alimentação de animais para abate

"O aumento da fome por carne no mundo tem um gosto amargo.  Ele aumenta o aquecimento global e contribui para a extinção das espécies", alerta Dräger de Teran.  Ela responsabiliza a pecuária pela emissão de até 18% de gases do efeito estufa.

Para reduzir os efeitos ecológicos negativos, a WWF sugere reduzir o consumo de carne e apela por uma maior preocupação com as condições de sua produção.  Ela recomenda, por exemplo, optar por carnes com selo de orgânico e de animais criados soltos.

Para ampliar as discussões sobre o consumo de carne na Alemanha, a WWF iniciou na internet a campanha "A questão da carne".  Usuários da rede são convidados a debater o assunto no Facebook e no Twitter, além de poderem participar de chats com especialistas.

Revisão: Roselaine Wandscheer

Data 14.10.2011 Edição Roselaine WandscheerFonte: Deutsche Welle

Mulheres fazem encontro e rejeitam mudanças no Código Florestal no Maranhão


Data: 08/03/2012
Autor(es): Por Reynaldo Costa Da Página do MST
Mulheres do Maranhão, estado alvo de grandes projetos devastadores, avaliam que as mudanças do Código são uma estratégia para avançar com políticas destrutivas


No estado do Maranhão, grandes projetos têm causado enormes impactos ambientais, sociais e econômicos, como é o caso da Hidrelétrica de Estreito, da Instalação da unidade da Suzano e a duplicação da Estrada de Ferro Carajás, da mineradora Vale.  Dentre as estratégias desses grandes projetos, encontra-se as mudanças em jogo sobre o Código Florestal.

Para debater a situação, acontece no estado a Jornada de Lutas das Mulheres, no município de Bom Jesus das Selva - região sudeste -, onde nos últimos dois meses trabalhadores rurais também pautaram a necessidade de terra e moradia.

Durante a concentração, mulheres camponesas debateram tais mudanças no Código Florestal brasileiro e construiram uma carta à presidenta Dilma Rousseff reivindicando o veto às mudanças no Código.

A discussão em torno da violência contra a mulher tampouco foi deixada de lado, ainda mais pelo fato de um fazendeiro ter atropelado, há algumas semanas, uma trabalhadora rural grávida, que acabou perdendo seu filho no quinto mês de gestação.

Além disso, as mulheres ainda debateram com a sociedade a importância da Reforma Agrária e das lutas por Moradia e Soberania Alimentar.

7 de março de 2012Fonte: MST - Mov. Trabalhadores Rurais Sem Terra - Brasil

quarta-feira, 7 de março de 2012

Uma fruta típica do nordeste sob ameaça de extinção


02.03.2012



A situação é ameaçadora para a mangabeira, uma fonte de renda daquelas populações tradicionais locais, que praticam o extrativismo há séculos e contribuem para a conservação da planta no nordeste e no cerrado, onde é nativa. Segundo Josué Francisco da Silva Júnior, pesquisador da Embrapa Tabuleiros Costeiros, de  Aracaju, as áreas naturais estão sendo dizimadas devido à pressão exercida pelos proprietários das áreas nativas de mangabeiras que as utilizam, cada vez mais, para o cultivo de coqueiro, cana-de-açúcar e outras atividades agrícolas, assim como para a construção de infra-estruturas turísticas, loteamentos e viveiros de camarão, atividades cuja implantação depende do corte das fruteiras.
O pesquisador da Embrapa diz que a empresa vem desenvolvendo projetos com objetivo de salvar a mangabeira. Em Sergipe, o projeto priorizou a participação, bem como a valorização e o resgate das experiências, saberes, práticas e conhecimentos acumulados pelas catadoras de mangaba do Estado quanto à reprodução e conservação das plantas e também da coleta da fruta. Além disso, esse modelo de metodologia, chamado de capacitação solidária, na qual as catadoras de mangaba, pela primeira vez, se reuniram para trocar experiências e discutir os seus modos de vida enquanto extrativistas, possibilitou às catadoras o direito de falar e expor suas opiniões.
Como parte dos resultados, a participação das catadoras de mangaba nas decisões vêm estabelecendo modelos de gestão desde o processo produtivo (definição de papéis, controle de horas trabalhadas, estocagem de ingredientes, até a distribuição dos lucros). Elas também já manifestam a preocupação em regulamentar a confecção dos produtos, demandando dos órgãos competentes a instalação de unidades de beneficiamento e processamento. 


Fonte: Nordeste Rural

Audiência Pública Suzano Chapadinha

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais torna público que foi aberto prazo de 45 dias para solicitação de audiência pública concernente aos Estudos de Impacto Ambiental e ao Relatório de Impacto Ambiental para obtenção da licença prévia para atividade de industria de pellets com capacidade de processamento de 2 nilhões de toneladas de eucalipto com cogeração de energia no municipio de Chapadinha conforme solicitação da Suzano Energia Renovável de acordo com o processo SEMA - 749/2012.
Por último, informa ainda que as cópias dos respectivos estudos de impacto ambiental estão a disposição dos interessados na sede da secretaria, rua dos Búzios lote 18 quadra 35 Calhau.
Carlos Vicente Guterres

segunda-feira, 5 de março de 2012

Seminário Mudanças Climáticas e Desastres – analisando riscos e preparando alternativas

Salvador (BA), 05/03/2012- No primeiro dia de atividades foi tratado a questão das mudanças climáticas por Augusto "caju" da CESE, seguindo-se pela atualização das informações sobre a Rio + 20 e as negociações  internacionais sobre o Clima (Renato Cunha, do Gambá). Na primeira parte da tarde foi apresentado o tema "Desastres e Redução de Riscos" pela organização Bagulhadores do Mió. 

Imagem 01: Renato Cunha socializa informações sobre a cúpula dos Povos na Rio +20



Imagem 02: Ana da "Bagulhadores do Mió" fala sobre a educação socioambiental na redução de riscos e desastres em município de Pernambuco

Na continuidade das atividades a  Herks apresentou os resultados de trabalho de campo realizado no norte de Minas. Após as apresentações iniciou-se os trabalhos em grupo com os seguintes módulos: 1 e 2-Riscos climáticos e desastres; 3- Riscos, impactos e estratégias de enfrentamento. Estes serão formulados a partir da realidade das comunidades representadas no seminário e acompanhadas pelos parceiros DTAT/ICCO, a exemplo do Quilombo Barro Vermelho, no município de Chapadinha/MA.


Imagem 03: Representantes de Comunidades falam da expectativas para o seminário


Imagem 04: Assessoras das organizações durante apresentação


Imagem 05: GT Malungu formado por representantes do MA e PA(Mauricio, Sebastião, Nair, Edmilson, Clodoaldo e Izabeli) discutem  os riscos climáticos e desastres na Comunidade de Barro Vermelho-Chapadinha/MA


Imagem 06: plenária de participantes


                              Imagem 07: Grupo apresenta trabalho sobre riscos climáticos

Imagem 08: participantes atentos as informções da Rio +20


Texto e fotos:Edmilson Pinheiro


Contratação de Consultoria para APA e RESEX Delta do Parnaíba - PNUD

Contratação para Elaboração do plano de uso sustentável dos recursos naturais para a APA e RESEX Delta do Parnaíba, especificamente voltado para o Caranguejo-Uçá e o ecoturismo de base comunitária, com ênfase na realização de trabalhos participativos e protagonizados pelos catadores e demais atores da cadeia produtiva na área, visando o ordenamento e a gestão da atividade de cata do caranguejo. 


http://www.undp.org.br/licitacoes/ListarAvisos.asp

domingo, 4 de março de 2012

Conflito de Terra – Comunidade Três irmãos / Firma Costa Pinto



A CPT da Diocese de Coroatá junto com a Paróquia São Raimundo, Codó – MA, realizou em Queimadas, zona rural e Comunidade eclesial de base da Paróquia São Raimundo, Codó, nos dias 25 e 26 de Fevereiro de 2012 um encontro de Conscientização com as Comunidades Três Irmãos, Queimadas e Montabarro, que se encontram constantemente ameaçadas pela Firma Costa Pinto.
Depois deste encontro as ameaças aumentaram, principalmente contra a Comunidade Três Irmãos, que é a mais organizada.
No Domingo, dia 04 de Março de 2012, uma semana depois do encontro ter acontecido, o José da Silva Pacheco, conhecido como Sousa, animador da Comunidade Três Irmãos, chegou junto com companheiro de Três Irmãos, bem cedo, às 06:00 horas na secretaria da Paróquia São Raimundo para relatar o seguinte fato.
Na quinta-feira, dia 01 de Março de 2012 às 08:00 horas pela manhã o Israel, gerente da Firma Costa Pinto, foi no seu carro até a Comunidade Três Irmãos, acompanhado com Raimundinho, residente em Cocal e ajudante dele e da firma, na procura do dirigente da Comunidade, o Sousa. Como não o encontrou, porque estava na roça, avisou que ia olhando a estrada, porque ia trazer o “Dono”, o Humberto Costa Pinto Neto, porque este avisou que queria visitar todas as comunidades na terra “dele”. Depois voltaram.
Quinta-feira â tarde, a comunidade se reuniu, e para poder se proteger melhor contra as constantes ameaças da firma, interditou o caminho para a Comunidade Três Irmãos, para carro não poder passar, somente motos, bicicletas e pedestres.
Sábado, dia 03 de Março pelas 06 horas da manhã, em Cacimba de Areia, onde estudam as crianças da Comunidade de Três Irmãos, três km de distância entre os dois povoados, a Helena, que é a professora desta localidade, e esposa de Aldemir, o “encarregado do comércio” de Cacimba, que foi denunciado de desmatamentos em Três Irmãos, se informou com os vizinhos dela sobre os nomes de todas as pessoas da comunidade Três Irmãos e anotou os nomes deles. Uma testemunha que mora perto da casa de Aldemir, cujo apelido é Baixote”, avisou para o Sousa (mesmo se em Cacimba de Areia disseram para não avisar!)  que a Helena ia levar os nomes para Aldeias Altas, cidade pequena vizinha, para trazer “os homens” (não especifica se é polícia ou pistoleiros) para pegar o Sousa e os homens da comunidade toda de Três Irmãos.
Sábado pelas 07 horas da noite (19:00 horas), chegaram vários homens desconhecidos no lugar, onde a Comunidade Três Irmãos tinha interditado a estrada. Como não podia passar, voltaram para Cacimba de Areia e se hospedaram na casa do Aldemir. Os homens estão lá para planejar o ataque contra o Sousa e a Comunidade Três Irmãos.
Pelas nove horas da noite, o carro do gerente Israel pegou numa velocidade muito grande a estrada para Codó. Dizem que para ele buscar o “Dono” Humberto Costa Pinto Neto.
O Sousa, por medo de passar por Cacimba de Areia que fica no caminho Três Irmãos para Codó, precisava pegar uma vereda de desvio de mais oito km para pegar a estrada e chegar em Codó. Andavam a noite toda.

Codó, 04 de Março de 2012