quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Aprovada Política de Desenvolvimento Sustentável do Cerrado

Com o objetivo de buscar o crescimento econômico da região do Cerrado, garantindo responsabilidade ambiental e justiça social, foi aprovado ontem na CDR projeto de Rodrigo Rollemberg.
O PLS 214/12, que institui a Política de Desenvolvimento Sustentável do Cerrado, estabelece a delimitação do bioma, trata dos princípios a serem observados na proteção e uso dos recursos ambientais e disciplina, entre outros pontos, o corte da vegetação e a coleta de subprodutos de espécies nativas.
A relatora, Lúcia Vânia (PSDB-GO), cumprimentou Rollemberg pela sensibilidade em relação ao meio ambiente, em especial o Cerrado.
— É oportuno que, no momento em que estamos recriando a Sudeco ­[Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste], essa política venha a fazer parte do plano de desenvolvimento do Centro-Oeste — disse a senadora.
Rollemberg lembrou que a aprovação do texto se deu no dia seguinte ao Dia do Cerrado, comemorado na terça-feira.
— Preservar o Cerrado é uma questão de sobrevivência e de compromisso com as futuras gerações — afirmou.
A matéria ainda será analisada pelas comissões de Agricultura e Reforma Agrária e de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle.
 Jornal do Senado

I Semana Maranhense de Agronomia será realizada em Chapadinha


 O evento tem como tema “Engenheiro agrônomo: Os desafios de se otimizar a produção com sustentabilidade" e ocorrerá de 9 a 13 de outubro de 2012



CHAPADINHA - Será realizado de 9 a 13 de outubro de 2012 a I Semana Maranhense de Agronomia, que reunirá os cursos da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Universidade Estadual do Maranhão (Uema) e o Instituto Federal do Maranhão (IFMA). O evento tem como tema "Engenheiro agrônomo: Os desafios de se otimizar a produção com sustentabilidade" e ocorrerá no campus da UFMA em Chapadinha. 

A iniciativa de realizar a Semana começou a ser pensada no ano passado, quando um grupo de alunos que queriam fazer parte do Centro Acadêmico de Agronomia começou a refletir acerca de um plano de gestão e cogitou fazer uma conferência sobre agronomia e, no final das discussões, chegaram a formulação da semana. 

O tema que envolve a agronomia sustentável mostra o interesse da área agrônoma em desenvolver práticas de sustentabilidade na produção alimentar, como enfatiza o presidente do Centro Acadêmico de Agronomia e da Comissão Organizadora da I Semana Maranhense de Agronomia, Thiago Jansen: “O setor agrícola e de produção têm o desafio de produzir alimentos, como engenheiros agrônomos, e é fundamental saber agir com responsabilidade, ou seja, produzir sem degradar o meio ambiente”, explica. 

O evento é um acréscimo às discussões e projetos já desenvolvidos na área da agronomia, como a Agricultura Familiar, que visa criar renda para pequenos agricultores, ao mesmo tempo em que movimenta a economia do País. Estima-se que a produção da agricultura familiar representa 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. A atividade emprega e cria renda para cerca de 14 milhões de trabalhadores rurais. Dos alimentos que chegam à mesa do brasileiro, 60% são frutos do trabalho da agricultura familiar. No Maranhão, 91,31% das 262 mil propriedades rurais são ocupadas por agricultores familiares. 

“A agronomia familiar está em ênfase e é fundamental para garantir a sobrevivência de parte da população brasileira. Quem sustenta o mundo é a agricultura. Na produção alimentar, discutir a preservação do meio ambiente é muito importante”, enfatiza Thiago Jansen. 

A programação da Semana de Agronomia, que contará com palestras, minicursos, mesa-redonda e conferência, ainda está sendo formulada com a contribuição da UFMA, UEMA e IFMA. Até o início de outubro, a programação do evento já estará disponível. Segundo Thiago Jansen, a Semana vai priorizar os professores do Maranhão, pois há muitos especialistas nessa área no Estado e eles poderão trazer muito conhecimento durante o evento. 

Inscrições: 
As inscrições como participante da I Semana Maranhense de Agronomia podem ser feitas até o dia do evento. A submissão dos trabalhos pode ser realizada até o dia 15 de setembro. O valor da inscrição para participante graduando, até o dia 15 de setembro, é de R$ 30, após o dia 15 será R$ 50; com trabalho para graduando é R$ 50; para profissional, até o dia 15, é R$ 50, após este dia, será R$ 70. Os participantes de outros municípios terão alojamento gratuito no Campus de Chapadinha, local do evento, além de espaço para montar acampamentos. 

Faça já a sua inscrição!

Uso de agrotóxico no país quase triplica em 10 anos

Enquanto a taxa mundial de consumo de agrotóxicos nos últimos 10 anos cresceu 93%, no Brasil esse índice quase triplicou chegando a 190% de aumento. A razão disso, conforme especialistas, é o crescimento da produção agrícola brasileira e a importância no cenário internacional da produção que incentiva a monocultura para a exportação


A reportagem é de Nestor Tipa Júnior e publicada pelo jornal Zero Hora, 13-09-212.
O aumento de consumo de agrotóxico é tema de debate que termina hoje, promovido pelo Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea/RS) na Assembleia.
O crescimento do uso no Brasil foi constatado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pelo Observatório da Indústria dos Agrotóxicos da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
– Este avanço expressivo na produção e na produtividade tem um alto custo – avalia Gervásio Paulus, diretor técnico da Emater.
A última pesquisa anual divulgada pela Anvisa aponta que 28% dos alimentos analisados apresentaram níveis de agrotóxicos acima do indicado pela entidade.
Professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Renar João Bender entende que antes de punir é preciso educar o agricultor nas melhores práticas. Lembra também que o debate deve ser ampliado para outros contaminantes que podem resultar de manejo irregular ao longo do segmento produtivo, como o processo de industrialização e de venda.
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http://www.ihu.unisinos.br

Cerrado e destruição

O Expedições desta terça-feira (16), às 19h30, faz uma viagem pelo Cerrado, a savana mais rica em biodiversidade do mundo, e alerta para a sua degradação. Ocupando ecossistemas bem distintos como o Pantanal, a Amazônia, a Caatinga e a Mata Atlântica, o Cerrado é o segundo maior bioma brasileiro

http://www.youtube.com/watch?v=1WG-VT_Je40 


Corregedor-geral recebe representantes da comunidade de Buriti Corrente

Corregedor conversa com representantes de Buriti Corrente


10
SET
2012
15:26
Em busca de uma solução, pelo menos temporária, para a comunidade de Buriti Corrente, que fica na BR-316, na divisa dos municípios de Codó e Caxias, um grupo de pessoas foi recebida pelo corregedor-geral da Justiça, des. Cleones Carvalho Cunha, na manhã desta segunda-feira (10). Acompanhados do bispo de Coroatá, Dom Sebastião Bandeira Coelho e dos advogados Diogo Cabral e Rafael Silva, eles expuseram ao corregedor a atual situação da área, que é alvo de ações de reintegração de posse, mesmo estando em processo de desapropriação por iniciativa do Incra.

O des. Cleones Cunha deixou claro que não pode interferir nas questões judiciais da área. “Não tenho poder para interferir nas decisões e no curso do processo judicial. O que posso é acompanhar se o processo está correndo normalmente”, explicou o corregedor-geral.

De acordo com o advogado da Comissão Pastoral da Terra no Maranhão, Diogo Cabral, um processo de desapropriação já entrará em curso na Justiça Federal, ajuizado pelo Incra, no entanto, a empresa interessada, a Costa Pinto Industrial, Pecuária e Agrícola S/A, ingressou com ação de reintegração de posse em abril deste ano, na Justiça de Caxias.

Uma das reclamações dos advogados é que o magistrado que decidiu favoravelmente à empresa, determinando o despejo das famílias, o juiz Sidarta Gautama, o fez sem realizar audiências de justificação prévia, o que vai contra a orientação da Corregedoria Geral da Justiça. “Há um provimento de 2009 que determina que as questões de desapropriação, a decisão do juiz deve ser precedida de audiências de justificação prévia. Neste ano, inclusive, enviei uma recomendação aos juízes para que esse provimento fosse cumprido”, frisou o corregedor-geral, que receberá a representação contra o juiz por escrito e deverá ouvi-lo sobre o caso.

O grupo da comunidade Buriti Corrente contou, ainda, que a decisão do juiz de Caxias foi agravada no Tribunal de Justiça do Maranhão, mas que a relatora do agravo, a desembargadora Raimunda Bezerra, não concedeu o efeito suspensivo da decisão do juiz, mantendo a questão favorável à empresa. “Não temos para onde ir. Moramos naquela terra há anos. Plantamos tudo lá: melancia, macaxeira, maxixe, quiabo, feijão. Nosso sustento vem dessa terra. Até escola temos na comunidade. Não estamos lá há pouco tempo”, desabafou Antônio Pereira Borges, um dos líderes comunitários de Buriti Corrente.

Sobre essa questão, o corregedor-geral relembrou que não pode interferir sobre o processo judicial, mas intermediou uma conversa entre o grupo e a desembargadora Raimunda Bezerra, que receberá o grupo na manhã desta terça-feira. O grupo fará uma exposição de motivos e mostrará a situação do processo de desapropriação da terra feito pelo Incra. “O importante é garantir que essas pessoas não sejam colocadas para fora de suas casas novamente, como já ocorreu, e elas fiquem, mais uma vez, morando na beira da estrada”, comentou Diogo Cabral.

O bispo Sebastião Coelho e os advogados agradeceram a receptividade do corregedor-geral da Justiça e sensibilidade em relação às questões sociais, principalmente, nos conflitos por terra que existem no Maranhão. “É muito bom ter o senhor como corregedor, pois sabemos da sua ótica sensível e diferenciada em relação aos problemas sociais”, destacou Rafael Silva.

Assessoria de Comunicação da CGJ
http://www.tjma.jus.br/cgj
asscom_cgj@tjma.jus.br
(98) 3221-8527

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Dia do Cerrado - Vamos refletir?

O Cerra já tem 57% de sua área destruída no país-
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Foto: Edu Carvalho


No último domingo (11) comemorou-se o dia de um dos mais importantes biomas brasileiros e que está bem próximo de sumir do mapa
O Dia Nacional do Cerrado foi comemorado no domingo (dia 11). Para muito, trata-se de uma data sem importância, no entanto é um dia de grande valia para lembrar os brasileiros e os governantes que estamos perdendo um importantíssimo bioma do nosso país.
Originalmente o Cerrado compreendia dez estados brasileiros, com mais de dois milhões de quilômetros quadrados. Contudo, um estudo da organização privada, sem fins lucrativos, Conservação Internacional, mostra que após tantos anos de ação do homem e descaso do poder público, 57% do Cerrado já foi completamente destruído e metade da área que ainda resta está seriamente comprometida pela grande fragmentação.
Desta forma, na prática, apenas algo em torno de 20% de sua área original ainda pode servir para fins de conservação, sendo que apenas 3% está de fato sob proteção legal.
Números tão drásticos aparecem sempre de mãos dadas com o descaso quando o assunto é proteção do meio ambiente. À frente da destruição estão a extração ilegal de madeira, o plantio de árvores exóticas para produção de carvão e celulose, o avanço desenfreado da agropecuária (com áreas de baixíssima produtividade, que servem apenas para demarcar propriedades privadas), a permissão para desmatar 80% das propriedades rurais e, mais recentemente, a exploração irresponsável dos inúmeros rios em regiões de Cerrado para a instalação de hidrelétricas.


Eduardo Bernardino | Do Caravana

Cenários e riquezas do Cerrado de Guimarães Rosa

WWF-Brasil / Eduardo Aigner



Descubra paisagens e culturas surpreendentes do norte de Minas Gerais e oeste da Bahia em nova produção do WWF-Brasil.




João Guimarães Rosa reinventou a Língua Portuguesa ao descrever de forma irretocável a realidade sertaneja em parte dos “Gerais”. A região, antigamente mais conservada, tem quase o tamanho do Amapá e se estende pela margem esquerda do São Francisco, no norte e noroeste mineiro, oeste da Bahia, norte goiano, leste de Tocantins e sul do Piauí e do Maranhão.

Nas andanças do escritor, muitas vezes em lombo de burro, descobriu que o “sertão é do tamanho do mundo”, tamanha a diversidade de gentes, de natureza e de "causos" naquela porção de Cerrado. Documentar parte desse patrimônio em vídeo foi um desafio e tanto, que exigiu mais de 10 mil quilômetros rodados em estradas de terra e centenas de horas de gravação.

O vídeo produzido por WWF-Brasil e Raiz Savaget Comunicação traz uma amostra das riquezas ambientais e humanas do chamado Mosaico Sertão Veredas-Peruaçu. Decretado em abril de 2009, ele reúne unidades de conservação federais, estaduais e particulares, além de terras indígenas. 

A produção completa tem cerca de 25 minutos e traz alguns destaques ambientais, produtivos e humanos da região. Prefeituras, ongs, comunidades, escolas e associações, no Mosaico e em outros pontos do Cerrado, receberam cópias do material, inclusive com legendas em Inglês e Espanhol. Abaixo, assista a uma versão reduzida do vídeoSertão Veredas-Peruaçu - Mosaico de Conservação, Cultura e Produção:



Os quase 2 milhões de hectares do Mosaico são destinados à proteção da natureza e a modelos econômicos mais sustentáveis, distribuídos em onze municípios do norte de Minas Gerais e oeste da Bahia. Cooperativas de extrativistas, uma estrada-parque e roteiros turísticos vêm sendo estruturados.

Suas paisagens são abrigo da diversidade do Cerrado, cuja conservação regional é fruto da atuação histórica de populações tradicionais, governos e organizações não-governamentais, como a Fundação Pró-Natureza (Funatura), Instituto Rosa e Sertão e Cáritas Brasileira. 

O Mosaico também é palco de expressões culturais onde a realidade do Sertão ganha contornos inesperados. Tamanha riqueza inspirou uma das maiores obras da literatura nacional, Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa (1908-1967), e tem potencial para encantar brasileiros de hoje de amanhã.

Por meio do Programa Cerrado-Pantanal, o WWF-Brasil apoia a estruturação e a consolidação do Mosaico, especialmente de suas unidades de conservação e de modelos de produção mais sustentáveis e menos impactantes. E por meio do Programa Água Brasil, WWF-Brasil, Banco do Brasil, Fundação Banco do Brasil e Agência Nacional de Águas estão mobilizados pela recuperação do rio Peruaçu.

O Cerrado é a savana mais rica em vida do planeta e é reconhecido como a "caixa d´água do Brasil", pois nele nascem águas que abastecem as principais bacias hidrográficas do país. Todavia, já perdeu metade da vegetação original e tem menos de 3% de sua área efetivamente protegida. 

Sem ações emergenciais que elevem a proteção oficial e os índices de produção sustentáveis, o Cerrado pode desaparecer nas próximas décadas.

por Aldem Bourscheit

http://www.wwf.org.br