quinta-feira, 12 de março de 2026

O fim da história em uma comunidade pesqueira na região metropolitana de São Luís

O passado é uma construção. Tanto uma construção simbólica como física. E como qualquer construção pode desmoronar. Essa passagem, de certa forma, relembra as leituras do historiador marxista Giulio Carlo Argan em Arte Moderna e história da arte como história da cidade em que ele argumenta que a arte pode chegar a um fim como qualquer coisa produzida pelo homem. A arte é um fenômeno histórico e portanto tem início meio e fim. O fim da história é possível dentro dessa argumentação ? O problema é mais embaixo. O homem não pode decretar a história porque ele não e a história. Ele faz parte da história. Outra coisa: o fim da história pressupõe um começo. Alguem saberia dizer onde iniciou a história? A sociedade maranhense, ultimamente, tem acelerado o motor da história para alcançar determinados fins. Acelerar e fim tem relação. Só que diferente de sociedades mais desenvolvidas que decretam o fim da história por livros, o fim da história no Maranhão vai no sentido da destruição do todo. Sem Cerrado, amazonia, litoral, comunidades tradicionais quilombolas e ribeirinhas não pode haver história porque essas comunidades e os biomas mantém resíduos nao apagados do que aconteceu há séculos. Pode haver o fim da história específico para uma comunidade tradicional? O prefeito de um município da região metropolitana de São Luís comprou diversas áreas em uma comunidade tradicional para desenvolver seus projetos porque antes de ser prefeito ele é um empresário. Projetos que fornecem areia para outros projetos destrutivos.

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