quinta-feira, 12 de março de 2026

o percurso

Eles circularam pelo interior do Maranhão parando em cada pequena comunidade quilombola do centro sul maranhense. Reparava se que a maioria das comunidades quilombolas viviam intocadas. Bem para dentro, perto das matas e dos córregos. Descobriram que nenhum percurso e feito em linha reta e que um percurso e a somatória de vários percursos que se cruzam e interligam se. Encaminhavam-se para Caxias vindos de Colinas. Nesse percurso, desceram nas comunidades quilombolas de Jaguarana, Floresta e Peixe. A comunidade de peixe aguarda ansiosa pela assinatura do seu decreto pelo presidente Lula que regularizara seu território invadido pela família Brandão. Durante o trajeto do centro sul para o centro leste maranhenses, eles assuntavam dentro do carro a história de um cemitério indígena que eles tinham conhecido anos atras. O motorista se encantou com a visão de uma senhora debulhando feijão numa comunidade que vivia num baixo. Muitas roças de milho abóbora feijão espalhadas na beira da estrada. Em outra ocasião, havia se encantado com a visão de uma senhora quebrando coco babaçu enquanto o marido levava seu almoço. Não se precisou parar o carro para ver que a história dos povos tradicionais e quilombolas acontecia por menor que seja e por menos condições materiais tivessem.

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