quinta-feira, 12 de março de 2026
guarima
Cerca de 60 comunidades vivendo em um território de 61 mil hectares. Município de São Benedito do rio preto, baixo Parnaíba maranhense. Transição Amazônia, Babaçu e Cerrado. Bacia do rio Munim. Em 2013 o Fórum Carajás junto com o Conselho estadual de Direitos humanos debateu com a comunidade de Guarima a criação de uma associação e o auto reconhecimento como comunidade quilombola. Guarima era uma comunidade que, por quase todo o ano, as terras embrejavam de tanta água que descia das Chapadas e corria pelos córregos. Muita juçara, muito buriti e muito peixe. Em 12 anos, a comunidade se reconheceu quilombola, recebeu a certificação da fundação palmares e viu o processo de titulação do território de 61mil hectares (maior que Alcântara) por parte do Incra ser iniciado. Também nesses 12 anos viu seu território ser desmatado e os plantadores de soja descarregarem toneladas de agrotóxicos que contaminaram suas águas. Perguntado sobre a saúde dos moradores, Maelson, liderança quilombola e extrativista da juçara, respondeu que alguns moradores morreram em razão de câncer no fígado, o que sugere a presença de agrotóxicos no organismo. Depois de muitas denúncias feitas pela comunidade, a Secretaria de meio ambiente do Maranhão finalmente apareceu para coletar água com a finalidade de elaborar um laudo. Só resta esperar que a Sema entregue o laudo. Com esse laudo, a comunidade de Guarima terá enfim uma prova material da destruição produzida pela soja em Guarima.
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