quinta-feira, 12 de março de 2026

Mangue beat entre o consumo individual e a luta coletiva

Faltaria uma visão periférica a produção intelectual e artística que constituisse uma análise crítica e histórica do processo de desenvolvimento econômico e social no Brasil. O mangue beat e o último movimento modernista que soube aliar uma visão periférica da realidade e da sociedade a crítica do modelo social econômico. Os dois primeiros cds de Chico science e nação zumbi tem um recorte temporal bastante claro: os anos 60. "Da lama ao Caos", gravado em 1994, e o modernismo clássico da arquitetura, do urbanismo, da história, do meio ambiente, da filosofia e da crítica social. "Rios, pontes e overdrives/impressionantes esculturas de lama". "Afrociberdelia", gravado em 1996, e o modernismo individualista e despersonalizado. "Eu pulei e corri no coice macio/me sentindo cidadão do mundo no manguezal na bei ra do rio". E impressionante como o mangue beat desloca sua visão periférica." E com as asas que os urubus me deram ao dia/eu voarei por toda a periferia/.../fui no mangue catar lixo/pegar caranguejo/conversar com urubu". Uma hora e o individual como nessas letra de Manguetown". Em outra hora e o sujeito coletivo como em "Monólogo ao pé do ouvido". "O homem coletivo sente a necessidade de lutar".

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