sábado, 27 de junho de 2020

Quilombolas denunciam frequentes ataques durante a pandemia

APandemia COVID-19 não é barreira para impedir os ataques do Agronegócio aos indígenas, quilombolas e camponeses. O ano de 2020, no Maranhão, vem se caracterizando como de extrema violência no campo. Em nota a Comunidade do Tanque denuncia os ataques do agronegócio e supostos grileiros de terras. Localizada na cidade de Matões, a Comunidade ocupa 1.600 de um total de 2.800 hectares que reivindica a proteção ambiental e de suas plantações.
O associado Pedro Morais da Silva Filho ressalta em nota: “Ressaltamos ainda que nossa maior preocupação é a derrubada de nossa mata auxiliar, destruindo a fauna e a flora, como também as terras para a produção do sustento dessas famílias residentes”.

Leia a nota na integra:

ASSOCIAÇÃO DOS MORADORES (AS) E PRODUTORES NA AGRICULTURA FAMILIAR DO POVOADO TANQUE DOS MELQUIADES E ADJACENTES DO MUNICÍPIO DE MATÕES-MA
Apelo social
Matões, Maranhão 26/05/2020
Eu, Pedro Morais da Silva Filho, lavrador, sócio na Associação TANQUE DOS MELQUÍADES (ponto de referência próximo ao TANQUE DA RODAGEM, comunidade quilombola), venho recorrer e apelar para movimentos de lutas por territórios quilombolas MOQUIBOM (Movimento Quilombola do Maranhão), e a quem nos ajudar defendendo o nosso território.
Relato da causa:
A comunidade TANQUE DOS MELQUÍADES é uma Associação de moradores e pequenos produtores na agricultura familiar registada com CNPJ desde 2013 com atualmente mais de 70 familias habitando. A mesma está na posse de em terra de responsabilidade pública com o CAR (Cadastro Ambiental Rural) de 1. 600 hectares sendo que a área total que queremos defender territorialmente são mais de 2. 800 hectares e há muito tempo essas famílias e outras que aqui habitam e produzem seu sustento vêm sofrendo turbações e ameaças de suas posses por parte de grileiros disfarçados de todas as formas.
Vários compradores de terrar a exemplos: Gaúchos, Baianos e outros, vem usando práticas costumeiras de compra de pequenas propriedades ligadas à referida área em que estamos residindo, praticando invasões na nossa comunidade com o uso de máquinas, tais como Trator de Esteira e Pneu, atingindo o ‘fundo’ de nossas casas e de nossas plantações. Ressaltamos ainda que nossa maior preocupação é a derrubada de nossa mata auxiliar, destruindo a fauna e a flora, como também as terras para a produção do sustento dessas famílias residentes.
Do relato em exposição da situação e causa, apelamos e recorremos em caráter urgente ao MDA (Ministério Do Movimento Agrário ), bem como aos movimentos de luta por territórios quilombolas MOQUIBOM( Movimento Quilombola do Maranhão), e aos que nos ouviram e se sensibilizarem com nossa causa.
Matões Maranhão 26/05/2020
Pedro Morais da Silva filho

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