quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

O ano novo e a nova luta



Uma nova luta se aproxima com sentimento de vitória; nunca devemos esquecer de velhas lutas passadas onde o chão do sertão foi regado com sangue de muitos companheiros no almejo de uma casa para morar, de um terreno para plantar. Que estas novas investidas possam lembrar de velhas trincheiras dos amocambados, de sonhos de outrora que mantiveram firme o ideal na certeza de uma nova aurora para homens e mulheres de coragem que lutaram sem sessar até o fim das guerras. Muitos morreram, outros viveram; um dia conseguiremos esse sonho real no levante de bandeiras, cartazes e estandartes! Ela virá, a Reforma Agrária! A liberdade virá!
Neste novo ano a semente será lançada no campo, para brotar novos frutos e gerar novos filhos. A árvore será plantada por mãos calejadas por todo cerrado e ainda anunciará um novo modelo de desenvolvimento que tratará com igualdade os viventes protetores dos territórios livres. Daí chegará a vez das comunidades. Ela virá, uma nova sociedade sem exploradores e explorados! não queremos mais violência no campo, nem a morte da natureza, nem o desaparecimento das águas e nascentes que nos criam e criam nossos filhos e netos, queremos uma biodiversidade livre e bonita. Um grito de dor ecoa pelo cerrado brasileiro: comunidades indígenas, quilombos, assentamentos e tantos outros atores que despertam de um louco sono pegando agora suas enxadas e foices em busca dos seus direitos garantidos. “Direitos agora na lei ou na marra”!
Uma nova batalha se aproxima, no sentimento nobre da luta por nossa terra, em defesa dos direitos humanos e da vida. Sem a terra não conseguiremos viver, que o reflexo de novos sonhos habitem neste chão e nos corações dos valentes! Devemos lutar sempre! Devemos seguir avante, devemos ter esperança de vitória e espalhar novos sonhos de esperança pelo mundo. Saudações a quem tem coragem de lutar!

José Antonio Basto
E-mail: bastosandero65@gmail.com


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