sábado, 1 de janeiro de 2022

O verso

O aluno do curso de jornalismo chega e mostra ao professor de português um pequeno poema escrito por ele em que a cidade de São Luis é tema principal. Foi o ano de 1992. Um verso se destacava entre os demais. “Construiram uma praça no quintal de nossa casa”. O professor de português, perto da aposentadoria, demonstrou sua estranheza. “Por favor, explique”. O prefeito Jackson Lago inaugurara a praça Maria Aragão, construída abaixo da praça Gonçalves Dias e cujo projeto Oscar Niemwyer concebera. O aluno explicou rapidamente que a praça fora construída num terreno cheio de mato e que inundava durante o inverno. O verso indicava um sujeito perplexo perante uma obra publica que fugia da regra de construir obras publicas que simplesmente embelezassem a cidade sem contribuir para sua melhori, prática costumeira dos grupos políticos que governaram o estado do Maranhão e a cidade de São Luis.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

Os rios de outrora

A memoria não é real. Ela pode ser sentida ou imaginada. A chuva e o tempo encoberto favorecem a que insights memorialístico se desprendam do interior da memoria para que a realidade ao redor seja redescoberta. A chuva desperta a memoria ou a memoria se permite levar pela chuva? A chuva tem seu ritmo. As vezes terrível, outras vezes manso. “A chuva vem de mansinho para nos pegar no colinho”. A memoria se sente atraída por esse ritmo com o qual a Chuva empurra as águas dos rios para as margens que outrora lhes pertenciam. Outrora pode parecer um tempo longiquo, mas não é. Outrora os ludovicenses banhavam em rios de agua pura. Para quem conhece São Luís e os municípios vizinhos o tempo dos rios de outrora vagueia pelos anos setenta e oitenta. Outrora passava um rio pela rua dezenove de março no Monte Castelo que provavelmente nascia e crescia nas partes altas e descia em direção aos manguezais. Será preciso reivindicar o outrora para rever o que fora esse rio?

segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

O almoço desconsolado

Um grupo de amigos decidiu se reunir num restaurante para almoçarem e entabularem conversas dos mais variados campos de conhecimento. Quem diria que os amigos almoçariam num restaurante á beira da praia como se fossem excelentíssimos representantes da burguesia local. A escolha do prato recaiu sobre carne. O restaurante se especializara em carne, embora a sua localização passasse a ideia de um restaurante dedicado a pratoscom peixes e mariscos. Se você pretende ascender socialmente, deve abdicar do seu passado baixadeiro comedor de peixe e galinha caipira e assumir o seu pendor por carne de gado. A carne servida veio em grande quantidade, como tudo que esse restaurante serve, mas passava uma sensação de desconsolo. Ascender socialmente em alguns casos significa abundancia e ao mesmo tempo desconsolo. Tem decisões que não dá para voltar atrás nem no sentido politico e nem no sentido temporal. Felizmente, o grupo de amigos provou um prato com um tira gosto de isca de peixe como prévia do prato principal. Se não fosse por isso, o desconsolo calaria todo o grupo.

domingo, 26 de dezembro de 2021

O jantar

Com pouca gene à rua, a cidade se volta para dentro de si. Passa a chave à porta e fecha as janelas. Ela se sente solitária. Acha melhor permanecer deitada a manhã toda. A chuva a chama para debaixo dos lençóis. A despensa se esvaziou e na geladeira o que praticamente resta congelou. A cidade cresce como erva daninha que toma conta do quintal. A cidade parou em cima da faixa. Troca-se de carro com ele em movimento. O carro bateu no poste e o socorro demorou a chegar. A cidade perdeu o rumo e caiu com a cara no asfalto do meio-dia. o motorista adormeceu ao volante e a carona acordou com o pedido de divorcio nas mãos. Acautelem-se, pois o padre abençoa o almoço. Peçam a Deus que venha logo para o janar não esfriar.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

Aversão e retrocesso pelas praças e ruas de São Luis

Dá pra ver pelas praças de São luis que os governantes e seus auxiliares não morrem de amores pelo assunto arborização e paisagismo. A espécie mais escolhida para arborizar a cidade é a Palmeira imperial. Quando não é palmeira imperial, o que a prefeitura planta nas praças parece mais um capim ressecado. O mau trato com relação as praças e as vias publicas de São Luis é um assunto que vem de longe. Contam uma historia que determinado prefeito cortou as árvores de uma praça que davam sombra apenas porque os cidadãos ficavam a debater politica embaixo delas. Cortar é bem mais simples do que plantar e conservar as árvores que se enraízam pelos espaços públicos. Do ponto de visa mental e emocional, é claro. Pra que ter trabalho com plantas e árvores, não é verdade? os governantes nem querem ter trabalho com os cidadãos. A aversão com que os governantes e a população tratam seu patrimônio natural condiz com os despropósitos com que cuidam do patrimônio histórico e artístico de São Luis. Em algum momento da Historia, escritores moravam em casarões erguidos nas várias ruas abertas no centro de São Luis. Gonçalves Dias, poeta romântico, passou boa parte de sua vida em um casarão à rua de Santana. Só se acessa essa informação na hipótese de você andar ao lado de alguém que a tenha e que se predisponha a auxilia-lo em seu crescimento intelectual e social. não sendo assim, melhor esquecer porque a antiga casa de Gonçalves Dias virou uma casa comercial como outra qualquer. Habitua-se tanto ao retrocesso que o retrocesso se torna rotina

quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

Plantios de eucalipto entre Urbano Santos e Barreirinhas

A região limítrofe entre Barreirinhas e Urbano Santos se se coloca numa situação de limbo fundiário e territorial. Devido a essa situação incerta em que se desconhece a que município pertence determinada área, as empresas de reflorestamento se aproveitam para desmatar e plantar eucalipto em milhares de hectares com a presunção de que os seus plantios se encontram no município de Urbano Santos que não possui legislação ambiental impeditiva ao plantio de eucalipto. Diversas partes do município de Urbano Santos foram tomadas por empresas de eucalipto como a Suzano Papel Celulose e a Margusa. Os plantios de eucalipto nas bordas dos municípios de Urbano Santos e Barreirinhas tinham como destino a produção de carvão vegetal o qual seria levado a planta da Margusa em Bacabeira. O transito Urbano Santos e Barreirinhas se dava por essa estrada em que quase não vê comunidades porque elas se localizam mais adentro. Quem passa pela estrada e vê somente eucalipto nem imagina o quanto de comunidades que residem nas partes baixas próximas ao rio jacu, afluente do rio Preguiças, cujas cabeceiras foram desmatadas. Vez ou outra, as empresas de eucalipto tentm avançar sobre as áreas de Chapada do município de Barreirinhas com a desculpa que na verdade pensam estar em Urbano Santos. As comunidades de Buritizinho, Anajás dos Grces e Tabocas por diversas vezes impediram a ação dessas empresas que mantem o olho gordo voltado para essas Chapadas na esperança que as comunidades desistam delas.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

Proposta para melhorar a estrutura ambiental do governo do Maranhão

Um governo qualquer que seja a sua matiz ideológica deve procurar sempre aprimorar os seus objetivos de curto médio e longo prazo pensando em melhorar a prestação de serviços para a sociedade. Tendo em vista essa premissa, o governo do Maranhão deveria reorganizar a sua estrutura administrativa que em alguns pontos deixa muito a desejar. Pronuncie deixa a desejar e deixa muito a desejar e sinta a diferença entre uma expressão e outra. A estrutura administrativa do governo do Maranhão deixa muito a desejar em alguns pontos. Que pontos são esses? Bem, explicitar que pontos são esses é uma tarefa delicada. Não é de bom tom criticar os outros sem que esses outros peçam sua opinião e o governo do Maranhão, por alguma razão, se mostra refratário a aceitar criticas, justas e injustas, construtivas e destrutivas, com propósito e fora de propósito e etc. Para o governo do Maranhão é inaceitável receber criticas. Entende-se essa dificuldade. Um governante sempre vai acreditar que o seu governo é o melhor de todos os governos. Por essa razão e por outras, uma critica bem fundamentada e bem direcionada não vai mal. Alguns pontos que o governo do Maranhão ao fazer mudanças melhoraria e muito a imagem do seu governo dizem respeito aos tratamentos que as suas secretarias dão as comunidades tradicionais e quilombolas que vivem na zona rural e nas periferias do estado do Maranhão. A Secretaria do meio ambiente do Maranhão quando cobrada a sua presença pelas comunidades afetadas por um grande empreendimento responde que não tem recurso para combustível, para as diárias, para a hospedagem e etc. a desculpa esfarrapada avorita da SEMA foi dada inúmeras vezes e a função da SEMA que é cuidar dos biomas do estado nunca é cumprida. Para que a sociedade maranhense não mais se decepcione com essas desculpas esfarrapadas propõe-se que a SEMA reivindique a criação de um departamento estritamente voltado para as demandas das comunidades tradicionais e quilombolas. A única despesa do governo do Maranhão seria criar uns cargos comissionados e uma sala espaçosa no prédio da SEMA. Caso alguma liderança ligue ou mande um e-mail para a SEMA a resposta automática será encaminharemos sua demanda para o departamento de comunidades tradicionais e quilombolas e aguarde o retorno.