quinta-feira, 8 de outubro de 2026

deserto

Cada vez mais, tem se a impressão que decisões judiciais ou movimentos do judiciário referentes a casos de conflitos fundiários no Maranhão são pensados para chegar a um acordo que favoreça o grileiro pecuarista plantador de soja e etc. A juíza da vara agrária deu uma decisão que garantia a posse de quase 300 hectares para a comunidade de Deserto que teve suas casas derrubadas pelo grupo Costa pinto no município de Aldeias Altas. Essa decisão levou um ano para ser tomada. Quinze dias depois um desembargador assinou uma decisão que restringia as famílias de Deserto a um hectare. Quanta rapidez. Como quase tudo no Maranhão e arbitrário, essa decisão é arbitrária porque não levou em consideração a decisão da vara agrária e determinando um hectare para cada família sendo que são famílias de agricultores. Quem vive em um hectare ? De que maneira o desembargador chegou a essa decisão e em tão pouco tempo? Em Deserto como em Gostoso, município de Aldeias Altas, Buriti dos Bois município de Chapadinha e tantas outras comunidades tradicionais e quilombolas do Maranhão, o latifundio age na grossura e na violência. Em Deserto, a Costa pinto derrubou as casas sem apresentar nenhum documento e ainda teve uma decisão favorável de um desembargador? Em Gostoso apareceu uma comissão vinculada ao TJ que intermedeia conflitos. Ora intermediar conflitos e para chegar a algum acordo e tem laudos periciais comprovando que Gostoso e terra do Estado do Maranhão só que o Iterma nunca fez nada para regularizar os 900 hectares para a associação. O Iterma não faz nada e ai o TJ aparece com uma comissão que claramente e para favorecer a Costa Pinto. O que não falta pelo Maranhão são exemplos desse tipo de acordo.

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