domingo, 11 de setembro de 2011

Suzano Papel e Celulose leva o Arte Cidadã para Porto Franco

"Suzano inaugura um novo conceito de arte e um novo conceito de cidadania enquanto seus tratores desmatam a mata nativa na região tocantina"

A Suzano Papel e Celulose leva o Projeto Arte Cidadã para o município de Porto Franco. O programa é fruto da parceria entre a Suzano e a prefeitura sendo realizado pela Via Gutenberg e pela Companhia Cênica Nau de Ícaros.

O projeto consiste na formação de cidadãos a partir de artes performáticas como teatro, dança, música e circo, por meio da exibição gratuita de espetáculos para as comunidades e alunos da rede pública de ensino e realização de oficinas de artes performáticas para professores e educadores.

“Investir na formação completa do indivíduo para prepará-lo para o futuro é uma das linhas de atuação da Suzano em sustentabilidade. Acreditamos ser nossa obrigação como empresa colaborar para o aprimoramento da sociedade que nos cerca. Estamos muito orgulhosos de poder proporcionar à população de Itararé eventos culturais de qualidade com duplo objetivo: de educar e entreter”, diz Alexandre Di Ciero – gerente executivo de Sustentabilidade.

O programa é dividido em seis fases: sensibilização de professores e educadores ao projeto; apresentações abertas do espetáculo “Tirando os pés do Chão”, eleito o melhor espetáculo de dança de São Paulo em 2010 pelo Guia da Folha; sessões especiais do espetáculo para os alunos da rede pública de ensino; realização de oficinas de artes performáticas com os professores; aplicação em sala de aula do que foi vivenciado nas oficinas e encontro final entre a equipe do Arte Cidadã e os professores para avaliação em conjunto das atividades realizadas com os alunos.

De acordo com Di Ciero, o objetivo da Suzano com a implantação desse projeto é tornar a arte acessível a todos. “Acreditamos que temas pedagógicos são mais absorvidos por alunos quando transmitidos fazendo uso de ferramentas mais lúdicas, como a dança, o teatro e o circo. Dessa forma, o Arte Cidadã se apresenta como um complemento educacional que busca fortalecer o papel do professor”, afirma.

Cerrado no Maranhão

Imagem: Cerrado Maranhense (Foto: Fórum Carajás)

Depois que mais da metade da floresta amazonica maranhense foi desmatada para pecuária, eucalipto e carovarias, o Cerrado surge como o principal bioma do estado do Maranhão em toda a sua expressvidade humana, biológica e hidrica. Hoje é dia 11 de setembro de 2011. Hoje é o dia do Cerrado.

Por: Mayron Régis

http://territorioslivresdobaixoparnaiba.blogspot.com/

Dia do Cerrado

mais do que torres gêmeas no dia 11 de setembro se comemora o dia do Cerrado.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

AGU entra na Justiça para cobrar multa de R$ 22,8 milhões da siderúrgica Cosima



A empresa foi autuada por comprar 122.978,92 MDC de carvão vegetal para produção de ferro gusa sem autorização do Ibama Foto: Getty Images
Data da publicação: 20/07/2011
Em defesa do meio ambiente, a Advocacia-Geral da União (AGU) ajuizou 
Ação de Execução Fiscal contra a Cosima Siderúrgica do Maranhão Ltda, 
para cobrar R$ 22,8 milhões, pela compra de 122.978,92 MDC de 
carvão vegetal para produção de ferro gusa, sem licença do 
Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis 
(Ibama). 


Essa é uma medida coercitiva da AGU e busca, ainda, educar 
e disciplinar a conduta de empresas de grande porte, que exploram 
as florestas nativas do Estado do Maranhão, sem preservar o meio 
ambiente e cumprir a legislação ambiental.


Na ação, proposta pela Procuradoria Federal no Estado do Maranhão 
(PF/MA) e pela Procuradoria Federal Especializada junto á autarquia 
(PFE/Ibama), a AGU informa que a transgressão foi cometida entre os 
anos de 2001 a 2004. A empresa, que fica na Estrada de Ferro Carajás, 
no município maranhense de Pindaré Mirim, foi autuada pelo Ibama e 
inscrita na Dívida Ativa da União. 


O processo foi movido na 8ª Vara Federal do Maranhão e prevê o 
parcelamento judicial ou extrajudicial da dívida. No primeiro caso, a 
quantia poderá ser dividida em até 30 meses, com parcelas mínimas de 
R$ 200. O outro parcelamento deverá ser feito em até 60 meses. 


Por fim, a ação requer a citação da empresa em cinco dias para que
quite a dívida acrescida de juros e se o responsável da empresa não
for encontrado, as procuradorias pedem o arresto dos bens da Cosima
até o limite do valor da multa. 

A PF/MA e a PFE/IBAMA são unidades da Procuradoria-Geral Federal
(PGF),
órgão da Advocacia-Geral da União (AGU).

Ref.: Ação de Execução Fiscal nº 18358-20.2011.4.01.3700 -
Seção Judiciária do Maranhão


Patrícia Gripp

Mandado de segurança contra o governo do Maranhão e a Suzano papel e Celulose

Trata-se de Mandado de  Segurança, com pedido de medida liminar, impetrado por Joyce Gilney Silva e Maria do Carmo Pinheiro Silva contra ato da
Governadora do Estado do Maranhão, consubstanciado na edição de decreto expropriatório que declaroude utilidade pública, para fins de
desapropriação total, uma faixa de terra que seta inserida na propriedade dos impetrantes
Na inicial, os impetrantes sustentaram que o Decreto 27291/11 editado pela Governadora do Estado doMaranhão declarou de utilidade pública a
área de propriedade dos impetrantes, em favor de  uma única 
empresa privada, a Suzano Papel e Celulose S/A
Afirmaram que tal Decreto expropriatório foi editado em concomitância com outro Decreto nº 27292/11, que declarou de utilidade pública, também em
favor da Suzano Papel e Celulose S/A, outra área, esta destinada à implantação de um terminal portuário privado, para atendimento dos interesses
privados da referida empresa
Alegaram que, o Decreto nº 27291/11, ao declarar de utilidade pública uma área particular para fins deinteresse de uma única empresa privada,
incorreu em nulidade insanável, vez que não restou preenchido um requisito essencial para sua validade: o da finalidade
Defenderam, ainda, que o referido Decreto ofendeu também os princípios do interesse público, da impessoalidade e da moralidade, já que o Estado
voltou-se exclusivamente para atender aos interesses de uma só empresa, contrastando com o prejuízo causado ao particular proprietário da área
objeto da desapropriação, ora impetrante
Afirma também, a nulidade do ato (Decreto 27291/11) por ausência de 
 competência legal da Governadora do Estado, uma vez que a Constituição
Federal no seu art 30, VIII afirma que é de  competência exclusiva dos Municípios, ou seja, ao 
gestor que o editou
Requereram, assim, o deferimento de medida liminar, objetivando a sustação dos efeitos do Decreto nº 27291/2011, bem como dos atos que dele
possam decorrer, como o direito de penetração ( art 7º do Decreto-lei 3365/1941) terraplanagem, construção de deificações, vg, até o julgamento
final da presente ação;


http://brasildo.com/tribunal-de-justica/maranhao/diario-da-justica/2011-08-25/p-48#

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Criação e/ou Consumo de Pequenos Animais no Baixo Parnaiba

As relações entre as comunidades de São Raimundo, Bom Principio e Bracinho, município de Urbano Santos, Baixo Parnaíba, nos últimos anos, dilaceraram-se por meio de futricas e por meio de invejas. Temer-se-ia que desse dilaceramento as empresas de reflorestamento com eucalipto e os proprietários finalmente subjugassem esse reduto da insubordinação ao agronegócio da soja e do eucalipto na região. Aos poucos esses ressentimentos se espaçaram e as comunidades recobraram os seus laços de afinidade perante o desenlace que as monoculturas proporcionam para quem adere aos seus desígnios.

Imagem: Criação de pequenos animais em comunidade rural de  Santa Quitéria/MA

A Maria Francisca aguardava a presença deles em São Raimundo no dia anterior e cozinhara uma galinha caipira que atiçaria a gulodice de qualquer individuo até dos menos afeitos a comedorias. Com certeza, comer uma galinha caipira numa sexta-feira compensaria qualquer cansaço de viagem. Eles só apareceram no sábado, dia 03 de setembro, para avaliar a construção do galinheiro que começara em julho. Um galinheiro rústico e barato, bem de acordo com a realidade de São Raimundo. Ao ver a construção prontinha, o Antônio Anísio, técnico em agropecuária e responsável pelo projeto, elogiou a coragem e o desprendimento dos membros da equipe que erigiu o galinheiro em quase dois meses.

Outros projetos de criação de pequenos animais no Baixo Parnaíba maranhense se engatilharam entre julho e setembro de 2011 como nos casos do Pólo Coceira e Comunidade Pau Serrado, município de Santa Quitéria, e em Mangabeirinha, município de Urbano Santos. A criação e/ou o consumo de pequenos animais tanto terrestres como aquáticos, no Baixo Parnaíba maranhense, amplifica em muito o campo agrário do qual as famílias interioranas subsistem.

Ocorreu um caso bastante singular com crianças de São Raimundo que pescavam em uma lagoa de Bom Principio, um pouco acima da casa do presidente da associação desta comunidade. A dona Teresinha, agente de saúde e parteira, indagava a Francisca sobre seu recém-nascido e sobre seus outros filhos adotados. Ela respondera que Giselle, a filha mais velha, esparramara-se para essa lagoa em Bom Principio a fim de pescar camarão de água doce e peixes pequenos.

Depois do almoço, a filha chegou com dois coadjuvantes da pescaria e uma grande quantidade de pescado. Um dos coadjuvantes se chamava Lucas e denotara seu nome com uma prodigalidade incomum: “Meu nome é Lucas”. Para continuar a conversa e talvez achando que aquela criança exercera um papel acima do esperado na pesca, um dos interlocutores pergunta: “E aí Lucas, fizeste o que na pescaria?” e o que ele prontamente respondeu: “Segurei a bacia”. 

Por:   Mayron Régis

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Suzano em Matões, centro-leste maranhense


  • Desempregados 
As demissões em massa  nas prestadoras de serviço da Empresa de Papel e Celulose Suzano, em Matões, já começaram. Somente a JS Florestal demitiu nesta semana mais de 180 trabalhadores. Muitos que pensavam que já estavam garantidos foram dispensados, permanecendo na empresa apenas o pessoal da turma de contratados mais antiga.